Irão envia resposta a proposta dos EUA para acabar a guerra

Irão envia resposta a proposta dos EUA para acabar a guerra

A notícia está a ser avançada pelos media iranianos. A resposta iraniana foi enviada ao Paquistão, o mediador das negociações entre Estados Unidos e Irão. O plano vai focar nesta altura o fim da guerra e a segurança marítima.

RTP /
Reuters

"O Irão apresentou formalmente aos mediadores paquistaneses a sua resposta à mais recente proposta dos EUA destinada a pôr fim à guerra", noticiou a agência oficial IRNA, citando "uma fonte familiarizada com o assunto".

Segundo a mesma fonte, adianta a IRNA, "de acordo com o plano proposto, a fase atual das negociações está focada exclusivamente na cessação das hostilidades na região".

Ainda não são conhecidos os contornos dessa resposta do Irão, mas a ISNA, uma outra agência de notícias do Irão, adiantou, entretanto, que esta resposta se centrará no "fim da guerra e na segurança marítima".

"O eixo principal da resposta do Irão à proposta dos EUA é ‘o fim da guerra e a segurança marítima’ no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz", publicou a ISNA através do Telegram.

A resposta surge um dia depois do Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e do enviado da Casa Branca Steve Witkoff se terem reunido, em Miami, com o primeiro-ministro do Catar, que também tem tido um papel de mediador, sobretudo nos bastidores, um encontro ocorrido, justamente, neste contexto em que os Estados Unidos reação da República Islâmica.

O primeiro-ministro paquistanês confirma a entrega dessa resposta, mas não desvenda pormenores.


"Recebemos uma resposta do Irão, mas para além disso, não posso entrar em mais pormenores", disse o primeiro-ministro paquistanês.
O Irão que tinha voltado a ameaçar alvos norte-americanos, caso os petroleiros iranianos continuem a ser atacados. A ameaça ocorre num contexto de violação do cessar-fogo entre os dois países.

Enquanto isso, morreram, pelo menos, 18 pessoas em ataques israelitas ao Líbano.

O Reino Unido anunciou que vai "pré-posicionar no Médio Oriente" um navio de guerra, para uma possível mobilização de uma missão internacional de segurança do transporte marítimo, no Estreito de Ormuz.

Recorde-se que o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, “já tinha afirmado anteriormente que as opiniões e considerações de Teerão relativamente às propostas dos EUA seriam transmitidas assim que as revisões internas e as conclusões finais fossem concluídas”.

As propostas norte-americanas eram uma resposta a uma proposta anterior, com 14 pontos, apresentada pelo Irão na semana passada.

Teerão tinha insistido que as negociações deveriam focar-se, numa primeira fase, num acordo de paz e no fim do bloqueio no Estreito de Ormuz, adiando qualquer negociação sobre o seu programa nuclear para uma fase posterior.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que esperava que o Irão enviasse a sua resposta no dia seguinte e avisou que, caso não houvesse acordo, reativará a Operação Projeto Liberdade para escoltar navios presos no Estreito de Ormuz devido às restrições impostas pela República Islâmica.

Um cessar-fogo mediado pelo Paquistão está em vigor desde 08 de abril, depois de Estados Unidos e Israel terem iniciado ataques contra o Irão, em 28 de fevereiro.

Teerão retaliou com o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo, e atacando vários países do Golfo Pérsico.

Irão e EUA realizaram uma reunião de alto nível em Islamabad a 11 e 12 de abril, mas não conseguiram chegar a um acordo para terminar o conflito e desde então não chegaram a um consenso para retomar as conversações. No entanto, ambos os lados continuaram a trocar mensagens e propostas.
PUB