Irão rejeita via militar e apela ao diálogo para pôr fim ao conflito no Iémen

Irão rejeita via militar e apela ao diálogo para pôr fim ao conflito no Iémen

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, rejeitou hoje a via militar e apelou ao diálogo para pôr fim ao conflito no Iémen, que se agravou à medida que os rebeldes huthis e a Arábia Saudita intensificam a troca de ataques.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, Foto: Mohamed Azakir - Reuters

"Consideramos que não existe uma solução militar para a questão do Iémen, do estreito de Bab al-Mandeb e de outras áreas da região", afirmou Araqchi numa entrevista ao jornal Iran Daily.

Neste contexto, sublinhou que a situação no Iémen "não pode ser atribuída ao Irão" e rejeitou qualquer responsabilidade, afirmando que "o que acontece em Bab al-Mandeb tem raízes antigas, tal como as questões entre o Iémen, a Arábia Saudita e outros países da região".

As declarações surgem poucos dias depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter responsabilizado o Irão pelos ataques lançados pelos rebeldes huthis contra navios sauditas no mar Vermelho, ameaçando atacar ambas as partes caso a milícia iemenita continue a disparar contra embarcações na passagem de Bab al-Mandeb.

O Presidente norte-americano criticou os ataques dos huthis contra a Arábia Saudita, considerando que reacenderam o conflito entre as duas partes, e apontou diretamente Teerão como responsável por esta escalada.

Nas últimas horas, os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram a autoria de dois ataques com projéteis contra cidades situadas no sul da Arábia Saudita, realizados depois de um bombardeamento da coligação internacional liderada por Riade contra posições do grupo na cidade iemenita de Hodeida, no oeste do país.

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