Mundo
Irlanda do Norte. Nacionalistas do Sinn Féin apontam Michelle O`Neill como primeira-ministra
Dois anos depois das eleições, o partido nacionalista Sinn Féin escolheu finalmente a primeira-ministra depois de negociações com o Partido Unionista Democrático. Michelle O'Neill é a escolha para primeira-ministra, enquanto Edwin Poots vai ser o novo presidente do Parlamento norte-irlandês.
A Irlanda do Norte encontrava-se num impasse político desde que o Sinn Féin venceu as eleições em 2022. Os Unionistas boicotaram o novo governo nacionalista durante dois anos até esta semana, em que o Partido Unionista Democrático conseguiu chegar a acordo com Rishi Sunak por causa do acordo económico alcançado no pós-Brexit.
Sem um governo funcional durante 730 dias, o líder dos unionistas anunciou durante a última semana um acordo para pequenas mudanças nas estruturas alfandegárias da Irlanda do Norte para não afastar o país do Reino Unido.
Michelle O`Neill, tornou-se a primeira líder republicana do país. Defende a unificação da Irlanda, mas promete ser uma primeira-ministra "para todos". O Brexit trouxe um problema complicado para as Irlandas. A República da Irlanda manteve-se na União Europeia e com a saída Irlanda do Norte foi preciso criar uma proteção especial na integridade do mercado único europeu para que não se voltasse a criar uma fronteira entre as duas Irlandas que podia prejudicar o Acordo de Belfast, que terminou 30 anos de violência sectária.´
A partilha do poder entre republicanos (o Sinn Féin está ligado ao antigo IRA) e unionistas está o nome de outra mulher: Emma Little-Pengelly, de 44 anos, ligada ao Partido Unionista Democrático e que será vice-primeira-ministra.
Isto significa que pela primeira o poder na Irlanda do Norte está ligado a unionistas e republicanos que não estão diretamente ligados ao conflito sangrento das últimas décadas.
Nacionalistas com discurso de união
Michelle O’Neill quis incluir todos os irlandeses no discurso que a oficializa como primeira-ministra. O’Neill é a primeira mulher a liderar o cargo e apesar de querer as duas Irlandas unidas, como um só país no futuro, não deixou de incluir os norte-irlandeses que se sentem parte do Reino Unido.
A escolhida pelo Sinn Féin disse que este sábado é um “dia bom para a democracia” e que a restauração de um novo governo respeita o resultado das eleições de 2022. Michelle O’Neill, apesar da vontade dos nacionalistas, disse que vai ser uma “primeira-ministra para todos”.
“Para todos vocês, que são britânicos e nacionalistas: a vossa identidade nacional, cultura e tradições são importantes para mim. Não está a ser perguntado a nenhum de nós que sacrifique aquilo que somos. As nossas lealdades são igualmente legítimas. Vamos andar por esta estrada de dois sentidos e encontrarmo-nos noutro local”.
Na rede social X, O’Neill escreveu: “É um dia histórico. É sobre o futuro. É sobre trabalharmos juntos em prol dos trabalhadores e das famílias e criar novas oportunidades para assegurar que as nossas crianças possam alcançar os seus sonhos e ambições na vida”.
No entanto, apesar do discurso de divergência, Michelle O’Neill tem pela frente um futuro complicado com uma crise fiscal a decorrer, serviços públicos de pouco qualidade e a fé na democracia cada vez mais delapidada.
Sem um governo funcional durante 730 dias, o líder dos unionistas anunciou durante a última semana um acordo para pequenas mudanças nas estruturas alfandegárias da Irlanda do Norte para não afastar o país do Reino Unido.
Michelle O`Neill, tornou-se a primeira líder republicana do país. Defende a unificação da Irlanda, mas promete ser uma primeira-ministra "para todos". O Brexit trouxe um problema complicado para as Irlandas. A República da Irlanda manteve-se na União Europeia e com a saída Irlanda do Norte foi preciso criar uma proteção especial na integridade do mercado único europeu para que não se voltasse a criar uma fronteira entre as duas Irlandas que podia prejudicar o Acordo de Belfast, que terminou 30 anos de violência sectária.´
A partilha do poder entre republicanos (o Sinn Féin está ligado ao antigo IRA) e unionistas está o nome de outra mulher: Emma Little-Pengelly, de 44 anos, ligada ao Partido Unionista Democrático e que será vice-primeira-ministra.
Isto significa que pela primeira o poder na Irlanda do Norte está ligado a unionistas e republicanos que não estão diretamente ligados ao conflito sangrento das últimas décadas.
Nacionalistas com discurso de união
Michelle O’Neill quis incluir todos os irlandeses no discurso que a oficializa como primeira-ministra. O’Neill é a primeira mulher a liderar o cargo e apesar de querer as duas Irlandas unidas, como um só país no futuro, não deixou de incluir os norte-irlandeses que se sentem parte do Reino Unido.
A escolhida pelo Sinn Féin disse que este sábado é um “dia bom para a democracia” e que a restauração de um novo governo respeita o resultado das eleições de 2022. Michelle O’Neill, apesar da vontade dos nacionalistas, disse que vai ser uma “primeira-ministra para todos”.
“Para todos vocês, que são britânicos e nacionalistas: a vossa identidade nacional, cultura e tradições são importantes para mim. Não está a ser perguntado a nenhum de nós que sacrifique aquilo que somos. As nossas lealdades são igualmente legítimas. Vamos andar por esta estrada de dois sentidos e encontrarmo-nos noutro local”.
Na rede social X, O’Neill escreveu: “É um dia histórico. É sobre o futuro. É sobre trabalharmos juntos em prol dos trabalhadores e das famílias e criar novas oportunidades para assegurar que as nossas crianças possam alcançar os seus sonhos e ambições na vida”.
No entanto, apesar do discurso de divergência, Michelle O’Neill tem pela frente um futuro complicado com uma crise fiscal a decorrer, serviços públicos de pouco qualidade e a fé na democracia cada vez mais delapidada.
Uma das primeiras medidas do executivo em Belfast vai ser libertar um pacote financeiro de mais de três mil milhões de libras, que vai incluir subida de salários no setor público.
A partilha de poder é vista como um marco de estabilidade para o país e o acordo alcançado com o Reino Unido é visto como os apoiantes do Brexit com muita preocupação por haver receio que as leis da União Europeia continuem em vigor na Irlanda do Norte.