Mundo
Irma atingiu as Caraíbas com ventos de quase 300 quilómetros por hora
O furacão Irma é a maior tempestade gerada no Atlântico jamais registada, com ventos de, pelo menos, 300 quilómetros por hora e rajadas de 320 quilómetros por hora. Deverá ter efeitos "catastróficos" e provocar uma subida das águas até três metros.
Barbuda, nas Antíguas, foi a primeira ilha das Caraíbas a ser atingida, cerca das 7h00 em Portugal.
De acordo com o Centro de Furacões dos Estados Unidos, o 'olho' do ciclone passou sobre Barbuda pelas 02:00 (07:00 em Lisboa), acompanhado por ventos que chegaram aos 295 quilómetros por hora.O Centro de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês) mantém o Irma em categoria 5, o nível mais elevado de classificação de furacões. Segundo o meteorologista John Morales, o Irma é "um dos furacões mais intensos de toda a história".
A tempestade deixou a ilha três horas depois, dirigindo-se a San Martin, passando 235 quilómetros a leste de Santa Cruz, com ventos sustentados de 295 quilómetros hora, de acordo com o Centro de Furações dos EUA.
Pelas 12h00 em Portugal a tempestade tinha já deixado as ilhas de San Martin e de São Bartolomeu, depois de ter submergido as zonas costeiras devido à violenta ondulação.
Os instrumentos de medição da France Meteo em São Bartolomeu registaram ventos de 244 quilómetros hora, antes de serem levados pela ventania, afirmaram os serviços meteorológicos franceses.
O Governo francês lamentou quarta-feira de manhã que pelo menos sete mil pessoas tenham recusado ir para abrigos nas ilhas franco-holandesas de San Martin e de São Bartolomeu apesar dos avisos de perigo.
"Se há uma mensagem que podemos ainda transmiitir, é a de se proteger ao máximo e escutar os conselhos e ordens que foram dadas", declarou a ministra francesa no exterior, Annick Girardin.
O olho do furacao deverá passar sobre partes das ilhas de Leeward e afetar a parte norte das ilhas Virgens dos EUA ainda esta quarta-feira.
Vários países estão em alerta total devido à tempestade, que deverá deixar várias comunidades sem eletricidade durante meses e paralisar os transportes entre várias ilhas durante vários dias.
Nas Bahamas, o primeiro-ministro Hubert Minnis ordenou, na terça-feira, a evacuação das ilhas do sul do arquipélago, Mayaguana, Inagua, Crooked Island, Acklins, Long Cay e Ragged Island.
As pessoas que vivem nessas ilhas vão ser retiradas de avião na quarta-feira e deslocadas para Nassau, na ilha de New Providence. De acordo com o primeiro-ministro, esta será a maior evacuação por furacão na história das Bahamas.
As pessoas que decidirem ficar correrão "grande perigo" devido ao que apelidou de um furacão "monstruoso". Minnis alertou que podem não estar disponíveis equipas de resgate para as salvar quando a tempestade atingir o seu pico, entre quinta-feira e sexta-feira.
Ilhas evacuadas
Também a República Dominicana está a retirar a população de Punta Cana, Puerto Plata e Samana.
No esforço tem estado a ser auxiliada pela companhia canadiana Air Transat, que enviou dez aviões de passageiros para o arquipélago, onde deverão chegar esta quarta-feira da manhã.
As pessoas evacuadas deverão chegar ao Canadá durante a tarde.
A ilha britânica de Anguilha, a leste de Porto Rico, já estava a notar os efeitos do irma durante a madrugada, como relataram João Neto e a mulher, Carla, à Antena 1.
O governador de Porto Rico, estado dos EUA, preveniu na terça-feira que os efeitos do furacão Irma podem ser catastróficos, considerando-o ainda mais perigoso do que o Harvey, que devastou recentemente Houston, a capital do Estado do Texas.
Ricardo Rossello disse que "a perigosidade deste sistema" nunca tinha sido vista em Porto Rico. O Irma, a pior tempestade a atingir o país em mcem anos, "é muito mais perigoso do que o Harvey. Os resultados podem ser catastróficos e devastadores".
Rossello adiantou que os ventos deste furacão de categoria 5, a máxima, vão atingir a ilha de Culebra na madrugada de quarta-feira e chegar a Porto Rico pouco depois.
Na rota do furacão, classificado como grau 5, estão Porto Rico, que deverá sentir a maior intensidade quando forem cerca de 13h00 em Portugal, seguindo-se o Haiti, Cuba e a Florida, já no fim de semana.
A NASA publicou um vídeo do Irma visto da Estação Espacial Internacional.
Estado de emergência
A Administração Trump já declarou também o estado de emergência em Porto Rico e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos, devido à aproximação do furacão.
A declaração de estado de emergência autoriza o Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Gestão de Emergências a coordenar os trabalhos de resposta a desastres nessas zonas.
A projeção da trajetória do Irma, a cinco dias, indica que o olho deste furacão "extremamente perigoso" vai passar muito perto da costa norte de Porto Rico, seguindo depois para a ilha onde estão o Haiti e a República Dominicana e para Cuba.
O Estreito da Florida será fustigado durante o fim de semana. O governador deste estado norte-americano declarou terça-feira o estado de emergência e lançou apelos à população para que se prepare.
É ainda cedo para prever o impacto na península sul norte-americana, preveniu contudo o diretor de Meteorologia do Centro de Furacões dos Estados Unidos, Pablo Santos.
c/Agências
De acordo com o Centro de Furacões dos Estados Unidos, o 'olho' do ciclone passou sobre Barbuda pelas 02:00 (07:00 em Lisboa), acompanhado por ventos que chegaram aos 295 quilómetros por hora.O Centro de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês) mantém o Irma em categoria 5, o nível mais elevado de classificação de furacões. Segundo o meteorologista John Morales, o Irma é "um dos furacões mais intensos de toda a história".
A tempestade deixou a ilha três horas depois, dirigindo-se a San Martin, passando 235 quilómetros a leste de Santa Cruz, com ventos sustentados de 295 quilómetros hora, de acordo com o Centro de Furações dos EUA.
Pelas 12h00 em Portugal a tempestade tinha já deixado as ilhas de San Martin e de São Bartolomeu, depois de ter submergido as zonas costeiras devido à violenta ondulação.
Os instrumentos de medição da France Meteo em São Bartolomeu registaram ventos de 244 quilómetros hora, antes de serem levados pela ventania, afirmaram os serviços meteorológicos franceses.
O Governo francês lamentou quarta-feira de manhã que pelo menos sete mil pessoas tenham recusado ir para abrigos nas ilhas franco-holandesas de San Martin e de São Bartolomeu apesar dos avisos de perigo.
"Se há uma mensagem que podemos ainda transmiitir, é a de se proteger ao máximo e escutar os conselhos e ordens que foram dadas", declarou a ministra francesa no exterior, Annick Girardin.
O olho do furacao deverá passar sobre partes das ilhas de Leeward e afetar a parte norte das ilhas Virgens dos EUA ainda esta quarta-feira.
Vários países estão em alerta total devido à tempestade, que deverá deixar várias comunidades sem eletricidade durante meses e paralisar os transportes entre várias ilhas durante vários dias.
Nas Bahamas, o primeiro-ministro Hubert Minnis ordenou, na terça-feira, a evacuação das ilhas do sul do arquipélago, Mayaguana, Inagua, Crooked Island, Acklins, Long Cay e Ragged Island.
As pessoas que vivem nessas ilhas vão ser retiradas de avião na quarta-feira e deslocadas para Nassau, na ilha de New Providence. De acordo com o primeiro-ministro, esta será a maior evacuação por furacão na história das Bahamas.
As pessoas que decidirem ficar correrão "grande perigo" devido ao que apelidou de um furacão "monstruoso". Minnis alertou que podem não estar disponíveis equipas de resgate para as salvar quando a tempestade atingir o seu pico, entre quinta-feira e sexta-feira.
Ilhas evacuadas
Também a República Dominicana está a retirar a população de Punta Cana, Puerto Plata e Samana.
No esforço tem estado a ser auxiliada pela companhia canadiana Air Transat, que enviou dez aviões de passageiros para o arquipélago, onde deverão chegar esta quarta-feira da manhã.
As pessoas evacuadas deverão chegar ao Canadá durante a tarde.
A ilha britânica de Anguilha, a leste de Porto Rico, já estava a notar os efeitos do irma durante a madrugada, como relataram João Neto e a mulher, Carla, à Antena 1.
O governador de Porto Rico, estado dos EUA, preveniu na terça-feira que os efeitos do furacão Irma podem ser catastróficos, considerando-o ainda mais perigoso do que o Harvey, que devastou recentemente Houston, a capital do Estado do Texas.
Ricardo Rossello disse que "a perigosidade deste sistema" nunca tinha sido vista em Porto Rico. O Irma, a pior tempestade a atingir o país em mcem anos, "é muito mais perigoso do que o Harvey. Os resultados podem ser catastróficos e devastadores".
Rossello adiantou que os ventos deste furacão de categoria 5, a máxima, vão atingir a ilha de Culebra na madrugada de quarta-feira e chegar a Porto Rico pouco depois.
Na rota do furacão, classificado como grau 5, estão Porto Rico, que deverá sentir a maior intensidade quando forem cerca de 13h00 em Portugal, seguindo-se o Haiti, Cuba e a Florida, já no fim de semana.
A NASA publicou um vídeo do Irma visto da Estação Espacial Internacional.
Estado de emergência
A Administração Trump já declarou também o estado de emergência em Porto Rico e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos, devido à aproximação do furacão.
A declaração de estado de emergência autoriza o Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Gestão de Emergências a coordenar os trabalhos de resposta a desastres nessas zonas.
A projeção da trajetória do Irma, a cinco dias, indica que o olho deste furacão "extremamente perigoso" vai passar muito perto da costa norte de Porto Rico, seguindo depois para a ilha onde estão o Haiti e a República Dominicana e para Cuba.
O Estreito da Florida será fustigado durante o fim de semana. O governador deste estado norte-americano declarou terça-feira o estado de emergência e lançou apelos à população para que se prepare.
É ainda cedo para prever o impacto na península sul norte-americana, preveniu contudo o diretor de Meteorologia do Centro de Furacões dos Estados Unidos, Pablo Santos.
c/Agências