Isaltino Morais defende criação de um novo partido do centro e moderado

Isaltino Morais defende criação de um novo partido do centro e moderado

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras entende que PS e PSD devem entender-se em matéria de habitação e defende a criação de um novo partido do centro e moderado.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Mariana Soares Ferreira - RTP

Isaltino Morais diz que a crise da habitação não se resolve por "falta de coragem e cobardia" e defende um entendimento entre PS e PSD.

"O PS e o PSD têm de se entender em muitas matérias e a habitação é uma delas", disse Isaltino Morais à RTP, no programa Grande Entrevista, esta quarta-feira.
 
"É necessário que este Governo seja capaz de corrigir os erros que foram cometidos", afirma, considerando que o ponto de partida deve ser a revisão da lei dos solos, adotada durante o Governo de Passos Coelho, em 2014.

Para além disso, o autarca de Oeiras salienta que é preciso libertar terrenos para construir habitações e colocá-los a preços acessíveis.
"O centro está livre e precisa de ser ocupado"
O presidente da Câmara de Oeiras diz que uma das vantagens desta manifestação é que colocou o problema da habitação no centro do debate. No entanto, Isaltino considera que "faltam pessoas com lucidez" e defende a criação de um partido do centro e moderado.

"Não há partidos ao centro. As pessoas moderadas vão votar onde?", questiona, mostrando-se disponível para fazer parte desta iniciativa.
"Um partido ao centro, esteja eu envolvido ou não, vai nascer em Portugal de certeza absoluta", declara, considerando que "o centro está livre e precisa de ser ocupado".

Isaltino Morais afirma que "o PS e o PSD não têm sido capazes de fazer as reformas que o país precisa" e acredita que André Ventura pode chegar a primeiro-ministro "se nada for mudado".

"Apesar de todos estes debates a que estamos a assistir, não apresentam nenhuma solução", observa, considerando que a lei das rendas "não resolve problema nenhum".
Manifestações "só dão razão ao Chega"
Isaltino não tem dúvidas de que a questão da habitação "é uma emergência nacional", mas entende que as atuais manifestações, apesar de legítimas, tornaram-se "uma espécie de ativismo político" e apenas vão fazer crescer o Chega.

"Estas manifestações só dão razão ao Chega e dão condições para que o partido continue a crescer", afirma.

"A mim custa-me ver líderes políticos e pessoas da extrema-esquerda nestas manifestações porque eles não têm legitimidade para estar lá", aponta, afirmando que durante o período da 'Geringonça' "não se fez uma casa".
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