Mundo
Islandeses votam sobre o retomar das negociações para aderir à UE
A Islândia decide este sábado, por referendo, a reabertura das negociações para aderir à União Europeia.
Esta é a segunda vez que a Islândia, país com cerca de 400.000 habitantes, equaciona tornar-se Estado-membro da UE, depois de ter apresentado a candidatura à adesão em 2009, na sequência da crise financeira que devastou a economia do país, tendo as negociações arrancado formalmente no ano seguinte.
Onze anos volvidos, a adesão à UE volta a ser colocada sobre a mesa e os 270.000 eleitores inscritos vão responder à questão: “A Islândia deve reabrir as negociações de adesão à União Europeia?”.
As primeiras sondagens indicam uma disputa renhida, com muitos islandeses a recearem perder o controlo das pescas e o poder de compra se aderirem ao euro.
Um inquérito realizado em agosto apontou para uma ligeira vantagem do "sim", com 51,3% dos inquiridos a favor da retoma das conversações e 48,7% contra.
Caso o “sim” vença, um acordo a que Islândia e UE cheguem terá de ser submetido a um novo referendo e exigiria provavelmente uma alteração da Constituição islandesa, bem como a ratificação pelos 27 Estados-membros do bloco.
A consulta estava originalmente prevista para 2027, mas foi precipitada por vários desenvolvimentos económicos e geopolíticos importantes, com destaque para a ameaça de Donald Trump de tomar pela força a Gronelândia, território autónomo dinamarquês vizinho, numa altura em que o Ártico é muito cobiçado devido aos minerais raros e novas rotas comerciais.
Onze anos volvidos, a adesão à UE volta a ser colocada sobre a mesa e os 270.000 eleitores inscritos vão responder à questão: “A Islândia deve reabrir as negociações de adesão à União Europeia?”.
As primeiras sondagens indicam uma disputa renhida, com muitos islandeses a recearem perder o controlo das pescas e o poder de compra se aderirem ao euro.
Um inquérito realizado em agosto apontou para uma ligeira vantagem do "sim", com 51,3% dos inquiridos a favor da retoma das conversações e 48,7% contra.
Caso o “sim” vença, um acordo a que Islândia e UE cheguem terá de ser submetido a um novo referendo e exigiria provavelmente uma alteração da Constituição islandesa, bem como a ratificação pelos 27 Estados-membros do bloco.
A consulta estava originalmente prevista para 2027, mas foi precipitada por vários desenvolvimentos económicos e geopolíticos importantes, com destaque para a ameaça de Donald Trump de tomar pela força a Gronelândia, território autónomo dinamarquês vizinho, numa altura em que o Ártico é muito cobiçado devido aos minerais raros e novas rotas comerciais.
As ameaças de Trump tiveram um impacto muito particular na Islândia, cuja defesa é assegurada pelos Estados Unidos e pela NATO, até porque, discursando no Fórum de Davos, no início do ano, o Presidente norte-americano enganou-se e por quatro vezes referiu-se à Gronelândia como Islândia.
c/Lusa