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Islândia avança com referendo sobre reinício das negociações de adesão à União Europeia

Islândia avança com referendo sobre reinício das negociações de adesão à União Europeia

O governo da Islândia anunciou nesta sexta-feira a realização de um referendo sobre o reinício das negociações de adesão à União Europeia, suspensas há mais de uma década.

Um Olhar Europeu com Ceska Televise /
Tobias Schwarz / AFP

A votação terá lugar a 29 de agosto, noticiou a Agência France Press (AFP), citando os meios de comunicação social locais.

"Os islandeses estão perante uma decisão importante", declarou uma representante da Comissão Europeia após a Islândia ter anunciado a proposta de referendo. 

"Num mundo em que as esferas de influência competem entre si, a adesão à UE oferece uma âncora num bloco assente em valores, prosperidade e segurança", afirmou a Comissária para o Alargamento, Marta Kos, citada pela AFP.

A resolução correspondente será apresentada ao Parlamento no início da próxima semana, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Thorgerdur Katrín Gunnarsdóttir.

A Islândia candidatou-se à adesão à UE em 2009, no auge da crise financeira, durante a qual os seus três maiores bancos comerciais entraram em colapso. 

No entanto, em dezembro de 2013, o governo congelou as conversações, uma vez que a economia islandesa estava a recuperar rapidamente e alguns economistas alertavam para um possível colapso da zona euro. 

Em março de 2015, Reiquiavique pediu formalmente para deixar de ser considerada um país candidato à adesão à UE.
A confusão entre a Islândia e a Gronelândia
As discussões sobre o aprofundamento das relações com a Islândia e até sobre o possível reinício das conversações de adesão já tinham começado antes do regresso do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao cargo, no ano passado. 

No fórum económico de Davos, realizado em janeiro deste ano, Trump mencionou várias vezes a Islândia ao falar sobre a Gronelândia, território da Dinamarca que o presidente norte-americano tem dito querer controlar. 

A Islândia ocupa uma posição estrategicamente importante no Atlântico Norte. No entanto, não tem exército e depende da sua adesão à NATO e de um acordo bilateral de defesa com os Estados Unidos que data de 1951.

ČTK, pez /6 março 2026 11:55 GMT

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa
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