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COVID-19
Isolamento. Redução do número de dias "é solução de compromisso"
Num momento em que as autoridades de diferentes países avaliam a redução do número de dias de isolamento para casos positivos de covid-19 ou contactos, a Organização Mundial da Saúde afirma que esta será uma “solução de compromisso”. O diretor de emergências desta estrutura reconhece que os governos “estão a ter dificuldades em encontrar o equilíbrio” entre o controlo da transmissibilidade e a salvaguarda das economias. Mas adverte contra “grandes mudanças” assentes em “estudos preliminares”.
“Se as pessoas encurtarem o período de confinamento, haverá um pequeno número de casos que vão desenvolver doença e potencialmente serão transmissores, pois terão alta mais cedo. Mas esse será um número relativamente pequeno e muitas pessoas que não transmitirão [o SARS-CoV-2] vão também ter alta do confinamento”, disse Michael Ryan, em conferência de imprensa.
“Portanto, é uma solução de compromisso entre a ciência e ser absolutamente perfeito no que se tenta fazer, mas tendo então uma disrupção mínima para a economia e a sociedade e os governos estão a ter dificuldades para encontrar esse equilíbrio”, acrescentou o responsável.
Por ora, a recomendação da OMS para o isolamento de pessoas infetadas e sintomáticas é de dez dias após o aparecimento de sinais da doença, a que se somam outros três dias sem sintomas. Para os assintomáticos, a organização recomenda dez dias de isolamento após um teste positivo para a covid-19.Em entrevista à RTP, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu que o isolamento de casos positivos ou de contacto possa ser reduzido para menos dias.
O diretor de emergências da OMS sublinhou, em conferência de imprensa, na quarta-feira, que o período de incubação tem, até agora, sido de cinco a seis dias. E que a possibilidade de alguém desenvolver sintomas ao fim de cinco, seis ou sete dias reduz-se de forma exponencial. A decisão quando à duração dos confinamentos, insistiu, cabe aos governos.
“Há alguns dados que sugerem que o período de incubação da Ómicron pode ser mais curto, mas haverá sempre um alcance alargado”, explicou o responsável, para assinalar que os estudos conhecidos são ainda limitados.
“Seria aconselhável, nesta altura, não vermos grandes mudanças, grandes manobras na redução das medidas de controlo da covid-19 com base em estudos iniciais ou preliminares”, advertiu.
Países que estão a reavaliar regras
A revisão de regras, quer para os isolamentos, quer para a testagem, já está em curso em alguns países.
O Governo espanhol anunciou a intenção de reduzir o período de isolamento de dez para sete dias, embora esteja a debater-se com elevados níveis de transmissibilidade.
Por seu turno, o Executivo italiano prepara-se para descartar as regras de isolamento aplicadas a quem esteve em contacto com alguém infetado, desde que tenha recebido a dose de reforço da vacina contra a covid-19 ou tenha recuperado, recentemente, da doença. Esta medida começou a ser avaliada na sequência de alertas, por parte de peritos da área da saúde, para o cenário de uma economia paralisada pelo confinamento de milhões de pessoas, face ao grau de transmissibilidade da variante Ómicron.
Em Inglaterra, as pessoas que testem negativo ao sexto e ao sétimo dia de isolamento, com um intervalo de 24 horas, deixam de ter de completar dez dias.
No início desta semana, as autoridades sanitárias dos Estados Unidos decidiram encurtar o período de isolamento de dez para cinco dias, desde que as pessoas estejam assintomáticas.
Já a Austrália decidiu rever a própria definição de “contacto próximo” e aliviou a exigência de testes à covid-19. Isto numa altura em que o país se confronta, pela primeira vez desde o início da pandemia, com mais de 20 mil casos diários.
A partir de sexta-feira, em território australiano, a definição de “contacto próximo” limitar-se-á a quem coabite com um infetado. Nestes casos, será aplicado um isolamento de sete dias. A obrigatoriedade de um teste PCR depende da existência de sintomas.
“Com a Ómicron, não podemos ter centenas de milhares de australianos ou mais fora de circulação com base em regras que foram implementadas para a variante Delta”, sustentou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.
“Portanto, é uma solução de compromisso entre a ciência e ser absolutamente perfeito no que se tenta fazer, mas tendo então uma disrupção mínima para a economia e a sociedade e os governos estão a ter dificuldades para encontrar esse equilíbrio”, acrescentou o responsável.
Por ora, a recomendação da OMS para o isolamento de pessoas infetadas e sintomáticas é de dez dias após o aparecimento de sinais da doença, a que se somam outros três dias sem sintomas. Para os assintomáticos, a organização recomenda dez dias de isolamento após um teste positivo para a covid-19.Em entrevista à RTP, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu que o isolamento de casos positivos ou de contacto possa ser reduzido para menos dias.
O diretor de emergências da OMS sublinhou, em conferência de imprensa, na quarta-feira, que o período de incubação tem, até agora, sido de cinco a seis dias. E que a possibilidade de alguém desenvolver sintomas ao fim de cinco, seis ou sete dias reduz-se de forma exponencial. A decisão quando à duração dos confinamentos, insistiu, cabe aos governos.
“Há alguns dados que sugerem que o período de incubação da Ómicron pode ser mais curto, mas haverá sempre um alcance alargado”, explicou o responsável, para assinalar que os estudos conhecidos são ainda limitados.
“Seria aconselhável, nesta altura, não vermos grandes mudanças, grandes manobras na redução das medidas de controlo da covid-19 com base em estudos iniciais ou preliminares”, advertiu.
Países que estão a reavaliar regras
A revisão de regras, quer para os isolamentos, quer para a testagem, já está em curso em alguns países.
O Governo espanhol anunciou a intenção de reduzir o período de isolamento de dez para sete dias, embora esteja a debater-se com elevados níveis de transmissibilidade.
Por seu turno, o Executivo italiano prepara-se para descartar as regras de isolamento aplicadas a quem esteve em contacto com alguém infetado, desde que tenha recebido a dose de reforço da vacina contra a covid-19 ou tenha recuperado, recentemente, da doença. Esta medida começou a ser avaliada na sequência de alertas, por parte de peritos da área da saúde, para o cenário de uma economia paralisada pelo confinamento de milhões de pessoas, face ao grau de transmissibilidade da variante Ómicron.
Em Inglaterra, as pessoas que testem negativo ao sexto e ao sétimo dia de isolamento, com um intervalo de 24 horas, deixam de ter de completar dez dias.
No início desta semana, as autoridades sanitárias dos Estados Unidos decidiram encurtar o período de isolamento de dez para cinco dias, desde que as pessoas estejam assintomáticas.
Já a Austrália decidiu rever a própria definição de “contacto próximo” e aliviou a exigência de testes à covid-19. Isto numa altura em que o país se confronta, pela primeira vez desde o início da pandemia, com mais de 20 mil casos diários.
A partir de sexta-feira, em território australiano, a definição de “contacto próximo” limitar-se-á a quem coabite com um infetado. Nestes casos, será aplicado um isolamento de sete dias. A obrigatoriedade de um teste PCR depende da existência de sintomas.
“Com a Ómicron, não podemos ter centenas de milhares de australianos ou mais fora de circulação com base em regras que foram implementadas para a variante Delta”, sustentou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.