Israel acelera conclusão da construção do muro de separação
O primeiro-ministro interino israelita, Ehud Olmert, declarou hoje que está decidido a concluir o mais rapidamente possível a construção do controverso muro de separação dos territórios palestinianos.
"Vai ser necessário avançar mais depressa. As decisões que serão tomadas permitirão completar mais rapidamente a barreira de segurança para evitar de forma mais eficaz tentativas de atentados", declarou Olmert à imprensa no início do conselho de ministros.
O governo deve aprovar um novo traçado deste "muro" depois de Olmert ter ordenado na quarta-feira "colmatar imediatamente todas as brechas" no sector de Jerusalém.
Segundo as autoridades, o último atentado suicida em Israel, do qual resultaram nove mortos em Telavive a 17 de Abril, foi perpetrado por um suicida que se infiltrou por uma brecha no sector de Jerusalém.
O governo israelita deve dar hoje "luz verde" ao traçado definitivo da barreira nos sectores dos blocos dos colonatos de Ariel e de Gush Etzionet, a sul de Hébron.
Apresentado por Israel como uma "barreira anti-terrorista" e considerado como "muro do apartheid" pelos palestinianos, o muro deverá atingir a prazo 650 quilómetros.
Num parecer publicado a 09 de Julho de 2004, o Tribunal Internacional de Justiça considerou ilegal a construção desta barreira e exigiu o seu desmantelamento, tal como posteriormente fez a Assembleia Geral da ONU.
Israel não fez caso destas exigências, que não têm carácter obrigatório, e tem continuado com a construção da barreira, da qual cerca de metade já está concluída.