Mundo
Guerra no Médio Oriente
Israel convoca reservistas para "intensificar e expandir" ofensiva em Gaza
O exército israelita começou a chamar "dezenas de milhares de reservistas" para a ofensiva na Faixa de Gaza, com o intuito de "aumentar a pressão" para conseguir a libertação dos reféns. Israel pretende "intensificar e expandir" as operações no território e derrotar o Hamas. A decisão foi anunciada após um ataque dos houthis do Iémen ao aeroporto de Telavive. Os rebeldes xiitas apoiados por Teerão anunciaram, entretanto, a imposição de um "bloqueio aéreo" contra o Estado hebraico, com novos ataques a aeroportos israelitas, e apelaram às companhias aéreas internacionais para que cancelem todos os voos.
"Esta semana chamámos dezenas de milhares de reservistas com o objetivo de reforçar e alargar a nossa operação em Gaza", declarou o tenente-general Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior do Exército israelita, em comunicado.
Desta forma, as forças israelitas vão "intensificar a pressão com o objetivo de trazer de volta" os reféns ainda mantidos em Gaza "e derrotar o Hamas".
"Vamos atuar noutras áreas e destruir toda a infraestrutura, tanto à superfície como no subsolo", assegurou ainda.O plano de expansão das operações será gradual e pode marcar uma escalada significativa nos combates em Gaza, que foram retomados em meados de março, depois de Israel e o Hamas não terem conseguido chegar a acordo sobre a possível extensão da trégua de oito semanas.
Eyal Zamir detalhou que Israel "operaria em áreas adicionais" em Gaza e continuaria a atacar a infraestruturas militares.
Segundo a imprensa israelita, o gabinete de segurança israelita aprovou a nova expansão militar em Gaza. Mas não se espera que aconteçam antes da viagem do presidente Donald Trump ao Médio Oriente na próxima semana. Houthis anunciam bloqueio aéreo e mais ataques
Os rebeldes xiitas do Iémen anunciaram, já esta segunda-feira, a imposição de um "bloqueio aéreo" contra Israel com novos ataques contra aeroportos do país, apelando ainda às companhias aéreas internacionais para que cancelem todos os voos planeados. "Em resposta à escalada [de ataques] e decisão de Israel de expandir as operações contra Gaza, as Forças Armadas iemenitas anunciam que vão trabalhar para impor um bloqueio aéreo total contra o inimigo israelita, atacando repetidamente aeroportos, principalmente o aeroporto de Lod, conhecido como Aeroporto Ben Gurion", disse o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea Sarea, num comunicado divulgado na plataforma Telegram.
Aa autoridades iemenitas pró-iranianas pediram diretamente às companhias aéreas internacionais para que "considerem o conteúdo desta declaração a partir do momento da sua publicação” e “cancelem todos os voos planeados para os aeroportos" israelitas para "protegerem a segurança das suas aeronaves e dos seus trabalhadores". Os ataques israelitas "contra países árabes como o Líbano e a Síria" foram também mencionados na mensagem.
No domingo, Benjamin Netanyahu prometeu retaliações contra os rebeldes houthis do Iémen, depois de um míssil ter atingido o aeroporto Ben Gurion em Telavive, e estendeu as ameaças ao Irão.
“Agimos contra eles no passado e agiremos no futuro, mas não posso entrar em detalhes. (…) Isso não acontecerá com um estrondo, mas haverá muitos estrondos”, disse o primeiro-ministro num vídeo divulgado no Telegram. O ataque com um míssil foi reivindicado pelos rebeldes houthis do Iémen e causou seis feridos ligeiros, além de ter interrompido as operações aeroportuárias durante cerca de uma hora.
Além de visar o grupo xiita do Iémen, Netanyahu assegurou também que Israel atacará o Irão "num momento e num local" à sua escolha, responsabilizando Teerão pelo ataque com um míssil realizado ao aeroporto de Telavive.
"O presidente Trump tem toda a razão. Os ataques dos houthis vêm do Irão. Israel responderá ao ataque houthi contra o nosso principal aeroporto e, num momento e num local que escolhamos, aos seus terroristas iranianos", referiu, recuperando uma mensagem publicada por Donald Trump em março.
Desta forma, as forças israelitas vão "intensificar a pressão com o objetivo de trazer de volta" os reféns ainda mantidos em Gaza "e derrotar o Hamas".
"Vamos atuar noutras áreas e destruir toda a infraestrutura, tanto à superfície como no subsolo", assegurou ainda.O plano de expansão das operações será gradual e pode marcar uma escalada significativa nos combates em Gaza, que foram retomados em meados de março, depois de Israel e o Hamas não terem conseguido chegar a acordo sobre a possível extensão da trégua de oito semanas.
Eyal Zamir detalhou que Israel "operaria em áreas adicionais" em Gaza e continuaria a atacar a infraestruturas militares.
Segundo a imprensa israelita, o gabinete de segurança israelita aprovou a nova expansão militar em Gaza. Mas não se espera que aconteçam antes da viagem do presidente Donald Trump ao Médio Oriente na próxima semana. Houthis anunciam bloqueio aéreo e mais ataques
Os rebeldes xiitas do Iémen anunciaram, já esta segunda-feira, a imposição de um "bloqueio aéreo" contra Israel com novos ataques contra aeroportos do país, apelando ainda às companhias aéreas internacionais para que cancelem todos os voos planeados. "Em resposta à escalada [de ataques] e decisão de Israel de expandir as operações contra Gaza, as Forças Armadas iemenitas anunciam que vão trabalhar para impor um bloqueio aéreo total contra o inimigo israelita, atacando repetidamente aeroportos, principalmente o aeroporto de Lod, conhecido como Aeroporto Ben Gurion", disse o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea Sarea, num comunicado divulgado na plataforma Telegram.
Aa autoridades iemenitas pró-iranianas pediram diretamente às companhias aéreas internacionais para que "considerem o conteúdo desta declaração a partir do momento da sua publicação” e “cancelem todos os voos planeados para os aeroportos" israelitas para "protegerem a segurança das suas aeronaves e dos seus trabalhadores". Os ataques israelitas "contra países árabes como o Líbano e a Síria" foram também mencionados na mensagem.
No domingo, Benjamin Netanyahu prometeu retaliações contra os rebeldes houthis do Iémen, depois de um míssil ter atingido o aeroporto Ben Gurion em Telavive, e estendeu as ameaças ao Irão.
“Agimos contra eles no passado e agiremos no futuro, mas não posso entrar em detalhes. (…) Isso não acontecerá com um estrondo, mas haverá muitos estrondos”, disse o primeiro-ministro num vídeo divulgado no Telegram. O ataque com um míssil foi reivindicado pelos rebeldes houthis do Iémen e causou seis feridos ligeiros, além de ter interrompido as operações aeroportuárias durante cerca de uma hora.
Além de visar o grupo xiita do Iémen, Netanyahu assegurou também que Israel atacará o Irão "num momento e num local" à sua escolha, responsabilizando Teerão pelo ataque com um míssil realizado ao aeroporto de Telavive.
"O presidente Trump tem toda a razão. Os ataques dos houthis vêm do Irão. Israel responderá ao ataque houthi contra o nosso principal aeroporto e, num momento e num local que escolhamos, aos seus terroristas iranianos", referiu, recuperando uma mensagem publicada por Donald Trump em março.
Entretanto, várias companhias aéreas como Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines, United, Air Canada, Swiss, Wizz Air, Air India, Air Europa e Tus Airways, suspenderam os voos para esta segunda-feira e começaram a reprogramá-los para a próxima semana.
c/ agências