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Israel mata pelo menos 25 palestinianos em bombardeamentos nas últimas 24 horas

Israel mata pelo menos 25 palestinianos em bombardeamentos nas últimas 24 horas

Os bombardeamentos israelitas em várias zonas da Faixa de Gaza mataram 25 palestinianos e feriram outros 70 nas últimas 24 horas, declarou hoje o Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo grupo islamita palestiniano Hamas.

Lusa /

O regresso dos bombardeamentos à Faixa de Gaza aconteceu após o Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter rompido o cessar-fogo com o Hamas em 18 de março, e já provocou 921 mortos e mais de 2.000 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave.

No total, desde o início da ofensiva israelita em outubro de 2023 contra o enclave palestiniano, registam-se 50.277 mortos, a maioria mulheres e crianças, e 114.095 feridos.

Além disso, milhares de pessoas continuam desaparecidas, muitas destas soterradas sob os escombros provocados pelos bombardeamentos israelitas e impossibilitadas de serem resgatadas pelas equipas de Defesa Civil porque Israel se recusa a permitir.

O Crescente Vermelho palestiniano (CVP) denunciou hoje mais uma vez que, pelo sétimo dia consecutivo, ainda é desconhecido o paradeiro de nove dos seus técnicos de emergência na zona de Tal al-Sultan, em Rafah, no sul de Gaza, onde foram "sitiados e atacados" pelas forças israelitas.

Em 23 de março, tanto a Defesa Civil de Gaza como o CVP perderam o contacto com vários dos seus veículos quando se dirigiam para uma missão, após um ataque aéreo israelita. Entre os desaparecidos estão os nove trabalhadores do Crescente Vermelho palestiniano e seis integrantes da Defesa Civil.

Hoje, num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Palestina classificou de "limpeza étnica" os ataques realizados quase diariamente por colonos israelitas, "sob a proteção e supervisão das forças israelitas", na comunidade pecuária de Masafer Yatta, na parte sul da Cisjordânia ocupada.

O ministério palestiniano pronunciou-se após um grupo de colonos terem realizado outro ataque em Masafer Yatta na sexta-feira, depois do espancamento na segunda-feira do cineasta Hamdan Ballal -- galardoado com o prémio Oscar com o filme Nenhuma Outra Terra -, na aldeia de Susiya, deixando pelo menos outros cinco palestinianos gravemente feridos.

"Como se viu na sexta-feira, os colonos atacaram brutalmente vários pastores palestinianos numa tentativa de os expulsar e despovoar à força toda a área dos seus residentes palestinianos. Isto representa uma das formas mais atrozes de limpeza étnica contra os palestinianos", referiu o comunicado.

Para o Ministério palestiniano, o objetivo final destes ataques é "anexar esta terra como uma reserva estratégica para a expansão dos colonatos, destruindo deliberadamente qualquer perspetiva de criação de um Estado palestiniano".

A Cisjordânia ocupada está a atravessar a pior espiral de violência desde a Segunda Intifada (2000-2005) e, em 2024, pelo menos 491 palestinianos foram mortos no território por fogo israelita, a maioria militantes, mas também civis, incluindo pelo menos 75 menores, de acordo com um levantamento realizado pela agência de notícias EFE.

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