Israel pondera abrir espaço aéreo na quarta-feira à noite para repatriamentos
Israel planeia abrir o seu espaço aéreo na quarta-feira à noite, para permitir voos de repatriamento para as dezenas de milhares de israelitas retidos no estrangeiro, após a ofensiva israelo-americana contra o Irão.
A informação foi avançada por um porta-voz da autoridade aeroportuária à agência Efe.
Segundo o Canal 12 de Israel, o Aeroporto Ben Gurion, perto de Telavive, poderá receber entre 8.000 e 9.000 passageiros por dia.
"A nossa missão é trazer os israelitas para casa em segurança. Vamos abrir o espaço aéreo de forma gradual", frisou a ministra dos Transportes, Miri Regev, numa conferência de imprensa, acrescentando que o plano depende da situação de segurança.
De acordo com o plano, o Aeroporto Ben Gurion funcionará 24 horas por dia e abrirá de forma controlada.
Nas primeiras 24 horas será permitida a entrada de um avião de passageiros por hora, com capacidade para cerca de 200 passageiros. Posteriormente, este número aumentará para dois aviões por hora.
Estima-se que o repatriamento das dezenas de milhares de israelitas retidos no estrangeiro demore entre uma semana e dez dias, caso não haja alterações na segurança, noticiou o Times of Israel.
O espaço aéreo israelita está encerrado desde o passado sábado, quando Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.