Israel torna-se membro da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN)

Genebra, 13 dez (Lusa) - Israel foi admitido como país-membro do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), tornando-se no primeiro país a ser admitido na organização desde 1999, noticiou hoje a agência espanhola EFE.

Lusa /

A decisão foi tomada por unanimidade na 169.ª sessão do conselho do CERN, que decorreu esta semana, e recompensa a colaboração de Israel com a organização em mais de 20 anos, de acordo com um comunicado da missão permanente do Estado judaico nas Nações Unidas, em Genebra, hoje divulgado.

"A comunidade científica israelita deu grandes contribuições ao CERN, ao longo dos anos. Damos as boas-vindas a Israel como 21.º Estado-membro para intensificar a nossa colaboração", afirmou o diretor-geral do CERN, Rolf Heuer.

"Israel tem orgulho de ser um membro de pleno direito do CERN, uma das principais organizações europeias de investigação científica e esperamos poder contribuir para intensificar a nossa relação em prol da ciência, do desenvolvimento e da educação", declarou o embaixador de Israel junto da ONU em Genebra, Eviatar Manor.

A associação formal de Israel ao CERN começou em 1991, quando a organização concedeu o estatuto de observador pela participação numa experiência de física de partículas e o contributo para o funcionamento do acelerador de partículas LEP.

Todos os países que pretendem integrar o CERN [sigla, em francês, que se refere à denominação anterior do Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear] devem cumprir pelo menos dois anos como membro associado, o que Israel iniciou em 2011, antes de ser adotada a decisão sobre a adesão plena.

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