Israel vai aprovar o novo traçado de muro de separação

O governo israelita deverá aprovar domingo um novo traçado do muro de separação entre israelitas e palestinianos que reduz de 16 para 09 por cento a área de território ocupado da Cisjordânia abrangido.

Agência LUSA /

Domingo, o primeiro-ministro israelita Ariel Sharon vai solicitar a concordância do governo para o novo traçado do muro de separação e vai pedir "luz verde" para a evacuação de 21 colonatos judeus da Faixa de Gaza e quatro na zona norte da Cisjordânia, segundo um responsável da Presidência do Conselho.

O novo traçado rectificado engloba cerca de 07 por cento da Cisjordânia ocupada, fora de Jerusalém oriental anexada, contra 16 por cento previstos no traçado inicial, refere hoje o diário israelita Haaretz.

O muro englobará o colonato urbano de Maalei Adumim, que é o principal da Cisjordânia (25 mil residentes), a pouco quilómetros de Jerusalém, e Gush Etzion, no sul do território.

O muro de separação deverá praticamente seguir o traçado da "Linha Verde", linha do armistício da primeira guerra israelo-árabe (1948-1949) que separa Israel da Cisjordânia.

Na zona norte do território, o muro de separação não englobará totalmente, nesta fase, o importante colonato de Ariel, que ao contrário dos restantes dispõe de um muro de protecção.

O dirigente trabalhista Shimon Peres anunciou hoje o seu apoio ao novo traçado, considerando que, contrariamente aos receios expressos por palestinianos, esta controversa obra não implica uma "anexação de facto" de territórios.

Apresentada por Israel como "muro anti-terrosrista", a separação é qualificada como um "muro de apartheid" por palestinianos.

O Supremo Tribunal de Israel tinha ordenado, a 30 de Junho a modificação do traçado em cerca de 30 quilómetros a norte de Jerusalém.

O Tribunal Internacional de Justiça exigiu a 09 de Julho o seu desmantelamento e a Assembleia Geral da ONU votou, a 20 de Julho uma resolução exigindo que Israel respeite essa decisão.

Mas Israel anunciou que o muro de separação ficará terminado em 2005, como previsto.

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