Israel vai rever segurança em voos internacionais depois de caso Flydubai

Israel vai rever segurança em voos internacionais depois de caso Flydubai

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou este domingo uma revisão das medidas de segurança nos voos internacionais para Israel, na sequência do ataque da semana passada a um voo da Flydubai.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Ammar Awad - Reuters

"Netanyahu instruiu o diretor do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, para nomear um responsável para conduzir uma revisão abrangente de todos os aspetos relacionados com a segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel", afirmou o gabinete do primeiro-ministro em comunicado.

O incidente aconteceu na quarta-feira passada, quando os dois pilotos do voo que fazia a rota entre o Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerando pânico a bordo e levando a alertas de emergência.

Uma investigação posterior feita pelo Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos concluiu que o copiloto tentou atacar o piloto e desviar o avião, iniciando "a execução de um atentado terrorista".

O copiloto, natural de Omã, já havia sido impedido de voar no seu país por suspeitas de comportamentos extremistas.

Segundo avançou a Rádio do Exército ("Galei Tzahal", em hebraico), o Ministério dos Transportes de Israel recebeu alertas de várias agências israelitas indicando deficiências na supervisão dos pilotos estrangeiros que voam para o país.

Citando documentos confidenciais, a rádio adiantou que, em 2025 e 2024 o Ministério foi alertado para a falta de cumprimento das suas responsabilidades em relação à segurança da aviação.

No início da década, em 2021, a supervisão da segurança dos pilotos estrangeiros foi transferida do Shin Bet (serviço de informações internas de Israel) para a Autoridade de Aviação Civil (CAA), que responde perante o Ministério dos Transportes.

Em 2024, referiu a `Galei Tzahal`, o controlador do Estado emitiu um relatório afirmando que o Ministério dos Transportes não estava a cumprir a decisão.

O relatório levou à criação, nesse ano, de uma equipa do Conselho de Segurança Nacional, juntamente com o Ministério dos Transportes, a CAA, o Shin Bet, a Mossad (os serviços secretos israelitas) e o Ministério das Finanças, para rever o sistema de segurança da aviação do país e implementar mudanças.

Após um ano de discussões, o primeiro-ministro determinou que a responsabilidade pelo assunto seria transferida inequivocamente para o Ministério dos Transportes que não tinha recursos para a tarefa mas nunca pediu ajuda ao Shin Bet ou à Mossad.

As diretrizes de segurança israelitas proíbem os pilotos de países com os quais Israel não mantém relações diplomáticas, como Omã, de voar para Israel.

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