Mundo
Iulia Tymoshenko inicia greve de fome
A ex-primeira primeira-ministra e líder da oposição ucraniana iniciou uma greve de fome na prisão onde cumpre uma sentença de sete anos por abuso de poder, anunciou o seu advogado. Iulia Tymoshenko pretende assim denunciar a "repressão política" de que é alvo e violências infligidas na prisão.
A Comissão Europeia já pediu "explicações com a
máxima urgência, às autoridades ucranianas" sobre a situação de Tymoshenko.
"Insistimos para que pessoas competentes e independentes e os seus advogados possam ter-lhe acesso imediato durante um tempo suficiente," requer ainda o comunicado do porta-voz do comissário responsável pelo alargamento da UE.
União Europeia e Estados Unidos têm condenado os processos contra Iulia Tymoshenko, uma pró-ocidental, por os considerarem "justiça seletiva". A União Europeia suspendeu mesmo os acordos com a Ucrânia, em protesto.
Processo político
A ex-primeira-ministra da Ucrânia já tinha invocado razões de saúde para recusar estar presente em tribunal no âmbito de outros processos em que é acusada de vários crimes. As autoridades dizem que estão ainda a investigá-la por assassinato.
Tymoshenko nega todas as acusações e afirma-se vítima de vingança pessoal por parte do seu rival, o atual Presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich.
Tymoshenko afirma-se pró-União Europeia e em 2010 acusou Yanukovitch de estar ao serviço de oligarquias e de estruturas de poder estrangeiras (com origem na Rússia) e de ter recorrido à fraude eleitoral para ser eleito.
Desvio de verbas e evasão fiscal
Na semana passada, a 19 abril, iniciou-se novo julgamento sobre a responsabilidade de Tymoshenko no desvio de verbas e evasão fiscal quando era presidente de uma empresa distribuidora de gás, a Unified Energy Systems. Tymoshenko arrisca 20 anos de prisão.
A ex-primeira-ministra não compareceu ao início do julgamento alegando motivos de saúde, nomeadamente dores nas costas. Transferida no dia seguinte, da prisão para um hospital, a fim de realizar exames, Julia Tymoshenko recusou ser tratada por médicos ucranianos e voltou para a prisão no mesmo dia.
A líder do principal partido da oposição da Ucrânia já noutra ocasião demonstrou desconfiar da medicina local. No início de 2012 exigiu que uma equipa de médicos alemães que a ia examinar certificasse antes a clínica onde iam acompanhá-la.
Suspeita de assassínio
Julia Tymoshenko foi condenada em outubro de 2011, apesar dos protestos dos seus apoiantes e da comunidade internacional.
As acusações contra ela dividem-se em vários processos e as autoridades afirmam estar agora a investigar o eventual envolvimento dela no assassínio de um poderoso político e empresário, Yevhen Shcherban, há quase 16 anos.
O crime de 1996 foi um dos mais sensacionais da Ucrânia pós-soviética. Homens armados, disfarçados de mecânicos de aeroporto, abateram Shcherban com vários tiros quando ele saía de um avião, na cidade de Donetsk. A sua mulher e várias outras pessoas presentes morreram igualmente no tiroteio.
A cidade domina a região produtora de aço e carvão e vivia uma época turbulenta de luta pelo poder político e empresarial que ficou ainda marcada por um atentado à bomba num estádio de futebol que matou o dono do clube Shakhtar Donestk e que realinhou várias forças influentes na região.
Tanto Julia Tymoshenko como Viktor Yanukovitch estiveram no centro da luta do poder. Ela como presidente de uma das maiores distribuidoras de energia da Ucrânia, ele como vice-governador de Donetsk e aliado de outros líderes regionais.
Num comunicado do seu partido, Batkivshchyna, a ex-primeira ministra, de 51 anos, classificou como "absurdas" as acusações. "Ligar-me ao caso Shcherban é um absurdo. Acredito que as pessoas entendem bem quão mal este caso se sustenta, quem se beneficia dele e como é absurdo," afirmou Tymoshenko.
"Insistimos para que pessoas competentes e independentes e os seus advogados possam ter-lhe acesso imediato durante um tempo suficiente," requer ainda o comunicado do porta-voz do comissário responsável pelo alargamento da UE.
União Europeia e Estados Unidos têm condenado os processos contra Iulia Tymoshenko, uma pró-ocidental, por os considerarem "justiça seletiva". A União Europeia suspendeu mesmo os acordos com a Ucrânia, em protesto.
Processo político
A ex-primeira-ministra da Ucrânia já tinha invocado razões de saúde para recusar estar presente em tribunal no âmbito de outros processos em que é acusada de vários crimes. As autoridades dizem que estão ainda a investigá-la por assassinato.
Tymoshenko nega todas as acusações e afirma-se vítima de vingança pessoal por parte do seu rival, o atual Presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich.
Tymoshenko afirma-se pró-União Europeia e em 2010 acusou Yanukovitch de estar ao serviço de oligarquias e de estruturas de poder estrangeiras (com origem na Rússia) e de ter recorrido à fraude eleitoral para ser eleito.
Desvio de verbas e evasão fiscal
Na semana passada, a 19 abril, iniciou-se novo julgamento sobre a responsabilidade de Tymoshenko no desvio de verbas e evasão fiscal quando era presidente de uma empresa distribuidora de gás, a Unified Energy Systems. Tymoshenko arrisca 20 anos de prisão.
A ex-primeira-ministra não compareceu ao início do julgamento alegando motivos de saúde, nomeadamente dores nas costas. Transferida no dia seguinte, da prisão para um hospital, a fim de realizar exames, Julia Tymoshenko recusou ser tratada por médicos ucranianos e voltou para a prisão no mesmo dia.
A líder do principal partido da oposição da Ucrânia já noutra ocasião demonstrou desconfiar da medicina local. No início de 2012 exigiu que uma equipa de médicos alemães que a ia examinar certificasse antes a clínica onde iam acompanhá-la.
Suspeita de assassínio
Julia Tymoshenko foi condenada em outubro de 2011, apesar dos protestos dos seus apoiantes e da comunidade internacional.
As acusações contra ela dividem-se em vários processos e as autoridades afirmam estar agora a investigar o eventual envolvimento dela no assassínio de um poderoso político e empresário, Yevhen Shcherban, há quase 16 anos.
O crime de 1996 foi um dos mais sensacionais da Ucrânia pós-soviética. Homens armados, disfarçados de mecânicos de aeroporto, abateram Shcherban com vários tiros quando ele saía de um avião, na cidade de Donetsk. A sua mulher e várias outras pessoas presentes morreram igualmente no tiroteio.
A cidade domina a região produtora de aço e carvão e vivia uma época turbulenta de luta pelo poder político e empresarial que ficou ainda marcada por um atentado à bomba num estádio de futebol que matou o dono do clube Shakhtar Donestk e que realinhou várias forças influentes na região.
Tanto Julia Tymoshenko como Viktor Yanukovitch estiveram no centro da luta do poder. Ela como presidente de uma das maiores distribuidoras de energia da Ucrânia, ele como vice-governador de Donetsk e aliado de outros líderes regionais.
Num comunicado do seu partido, Batkivshchyna, a ex-primeira ministra, de 51 anos, classificou como "absurdas" as acusações. "Ligar-me ao caso Shcherban é um absurdo. Acredito que as pessoas entendem bem quão mal este caso se sustenta, quem se beneficia dele e como é absurdo," afirmou Tymoshenko.