Izquierda Abertzale faz aposta inequívoca nas "vias pacíficas"
Os líderes do movimento Izquierda Abertzale pretendem fazer deste mês de Junho um marco na sua aposta "pelas vias política e pacífica". Querem ainda retirar à ETA o título de movimento independentista de vanguarda basco e que após algumas acções a realizar nas próximas semanas esta nova ideia possa levar a ETA a acabar com a violência já neste Verão.
O sindicato LAB, cujo ex-secretário-geral Rafael Díez Usabiaga é um dos líderes da Izquierda Abertzale, tem previsto dar início a esta nova fase já amanhã, em Pamplona, no decorrer de uma acção contra as reformas que estão a ser preparadas pelo governo de Rodríguez Zapatero e de reafirmação independentista, com os líderes do Abertzale a insistirem que a única via para alcançar os seus objectivos é a política e sem violência.
Esta nova iniciativa da Izquierda Abertzale já começou com a declaração de Alsasua, em Novembro de 2009, que serviu para apresentar um projecto independentista com total ausência da violência.
A Izquierda Abertzale quer agora reafirmar a sua aposta nas vias políticas e pacificas para ganhar credibilidade perante a sociedade basca e a comunidade internacional, enganadas por processos anteriores que acabaram em fracasso, promovendo uma imagem de que o movimento vanguardista independentista é ela mesmo e não a ETA, esta sim a causadora dos insucessos anteriores.
A Izquierda Abertzale quer ainda consolidar apoios entre os partidos independentistas bascos como o Eusko Alkartasuna e Aralar.
Quem não alinha inteiramente nesta expectativa é o Ministério Espanhol do Interior que, sem descartar os planos da Izquierda Abertzale, já foi adiantando que só admitirá a legalização deste movimento em caso da ETA desaparecer definitivamente e que, na prática, a Izquierda Abertzale rompa totalmente os laços com aquele movimento terrorista.