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Japão a caminho de eleições antecipadas
A primeira-ministra japonesa anunciou que vai dissolver a câmara baixa do parlamento na próxima sexta-feira e convocar eleições antecipadas para o dia 8 de fevereiro.
Segundo os analistas, Sanae Takaichi, que em outubro se tornou na primeira mulher a governar o Japão, pretende reforçar a frágil maioria parlamentar do governo liderado pelo Partido Liberal Democrático e capitalizar o apoio da opinião pública do seu país para instaurar novas políticas de crescimento económico e legitimar a aceleração do investimento na área da Defesa, numa altura em que o elevado custo de vida assume particular importância junto do eleitorado.
“Hoje, como primeira-ministra, decidi dissolver a câmara baixa em 23 de janeiro”, declarou a líder conservadora de 64 anos durante uma conferência de imprensa em Tóquio.
“Será Takaichi apta para o cargo de primeira-ministra? Quis deixar a decisão ao povo soberano”, acrescentou, citada pelas agências internacionais de notícias.
Takaichi chefia uma coligação governamental com uma maioria tangencial na câmara baixa e que está em minoria na Câmara de Conselheiros, o que obriga a negociações com a oposição para aprovar leis.
O PLD governa o Japão quase sem interrupção há décadas, mas viu a popularidade afetada por escândalos de financiamento e pela incapacidade de travar a inflação galopante.
Takaichi assumiu o cargo em outubro, após o partido ter perdido a maioria nas duas câmaras do Parlamento sob a liderança do antecessor, Shigeru Ishiba.
Apesar da imagem desgastada do partido, o governo de Takaichi regista atualmente uma popularidade entre os 60% e os 70%, segundo a Agência France Presse.
“Hoje, como primeira-ministra, decidi dissolver a câmara baixa em 23 de janeiro”, declarou a líder conservadora de 64 anos durante uma conferência de imprensa em Tóquio.
“Será Takaichi apta para o cargo de primeira-ministra? Quis deixar a decisão ao povo soberano”, acrescentou, citada pelas agências internacionais de notícias.
Takaichi chefia uma coligação governamental com uma maioria tangencial na câmara baixa e que está em minoria na Câmara de Conselheiros, o que obriga a negociações com a oposição para aprovar leis.
O PLD governa o Japão quase sem interrupção há décadas, mas viu a popularidade afetada por escândalos de financiamento e pela incapacidade de travar a inflação galopante.
Takaichi assumiu o cargo em outubro, após o partido ter perdido a maioria nas duas câmaras do Parlamento sob a liderança do antecessor, Shigeru Ishiba.
Apesar da imagem desgastada do partido, o governo de Takaichi regista atualmente uma popularidade entre os 60% e os 70%, segundo a Agência France Presse.
(Com agências)