Japão aconselha cidadãos a não viajarem para a Rússia
O Japão elevou o nível de alerta de viagem para todo o território russo e aconselhou os japoneses a não viajarem para a Rússia, avisando que "a tensão pode aumentar" após a imposição de sanções.
O porta-voz do governo japonês, Hirokazu Matsuno, anunciou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros elevou o alerta para o nível 3 para a Rússia, o segundo mais grave, apenas abaixo do nível 4, que recomenda a retirada imediata de um território.
Matsuno sublinhou que as sanções impostas à Rússia devido à invasão da Ucrânia afetaram as operações das companhias aéreas, incluindo das japonesas Japan Airlines e All Nippon Airways, e podem dificultar a saída de japoneses da Rússia.
"As sanções estão a afetar a vida quotidiana dos cidadãos (na Rússia) e a tensão pode aumentar", avisou o porta-voz.
"Pedimos aos japoneses que ponderem abandonar o país em voos comerciais, enquanto estiverem disponíveis", acrescentou Matsuno.
Na semana passada, as autoridades japonesas já tinham elevado para o nível 4, o máximo, o alerta nas áreas da Rússia e da Bielorrússia que fazem fronteira com a Ucrânia. O Japão desaconselha também viagens para a Bielorrússia.
Até domingo, cerca de 2.400 japoneses estavam registados como residentes na Rússia, segundo dados fornecidos por Matsuno.
Cerca de 90 cidadãos japoneses estão ainda na Ucrânia.
Mais de 4.600 pessoas que se manifestaram no domingo na Rússia contra a intervenção militar na Ucrânia foram detidas, em 65 cidades, elevando o total para mais de 13.000, desde o início da ofensiva, segundo a organização não-governamental OVD-Info.