Japão desenvolveu sismógrafo capaz de funcionar a profundidades superiores a 10.000 metros
Tóquio, 15 mar (Lusa) -- A agência de ciências e tecnologias marinhas e terrestres do Japão desenvolveu um sismógrafo capaz de funcionar em profundidades de mais de 10.000 metros no mar, revela um despacho da agência Kyodo.
De acordo com uma série de testes realizados pela instituição, o novo aparelho poderá permitir a observação de terramotos submarinos em quase todas as águas do planeta.
A agência, dependente do governo japonês, explicou que o dispositivo, coberto por um contentor específico para resistir à pressão, foi instalado em sete pontos com profundidades superiores a 6.000 metros -- o máximo que suporta um sismógrafo comum -- na denominada fossa japonesa, no oceano Pacífico.
O sismógrafo foi capaz em todos os casos de registar dados em experiências realizadas em dezembro e janeiro com a ajuda da sonda de controlo remoto `Kaiko`, capaz de operar em profundidades até 7.000 metros.
A agência salientou ainda que o desenvolvimento do aparelho depois aconteceu depois dos sismógrafos terem sido incapazes de registar em detalhe o terramoto de magnitude 9 que sacudiu o Japão a 11 de março de 2011 já que teve lugar entre duas placas e a uma profundidade superior a 6.000 metros.