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Japão pondera "medidas decisivas" com iene no nível mais baixo desde 2024

Japão pondera "medidas decisivas" com iene no nível mais baixo desde 2024

Tóquio informou que considera tomar "medidas decisivas" face à desvalorização do iene, que caiu para 160 unidades por dólar, o nível mais baixo em mais de 18 meses, devido à subida dos preços do petróleo.

Lusa /
Issei Kato - Reuters

"Estamos a constatar que a especulação está a aumentar no mercado cambial, para além do mercado de futuros do petróleo. Se esta situação persistir, em breve serão necessárias medidas decisivas", declarou o vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais do Japão, Atsushi Mimura, citado pelo jornal económico Nikkei.

O principal diplomata japonês em matéria de divisas utilizou, pela primeira vez desde que assumiu o cargo em julho de 2024, o termo "decisivo", uma expressão que os operadores costumam interpretar como um sinal de que as autoridades estão dispostas a intervir.

As declarações de Mimura, que constituem o aviso mais enérgico até ao momento sobre uma possível intervenção, surgem depois de o iene ter atingido na sexta-feira, em Nova Iorque, o nível mais baixo desde julho de 2024, altura em que as autoridades japonesas intervieram pela última vez.

O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou na comissão de Orçamento da Câmara dos Representantes que o banco central continuará a "acompanhar de perto" as tendências no mercado cambial, mas que, em comparação com 2025, as empresas estão a ser mais proativas no que diz respeito ao aumento dos salários, o que faz com que as flutuações da taxa de câmbio influenciem as tendências dos preços.

Neste contexto, a Bolsa de Tóquio abriu hoje em forte queda, a perder mais de 4,5% devido a preocupações com uma escalada da guerra no Médio Oriente e eventuais repercussões no abastecimento energético, numa altura em que os rebeldes Huthis do Iémen se juntaram ao conflito e há relatos que apontam para uma possível incursão terrestre dos Estados Unidos no Irão.

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