Jihad Islâmica ameaça vingar os seus mortos em "qualquer lugar"
A Jihad Islâmica apelou hoje aos seus militantes para que vinguem "em qualquer lugar" da Cisjordânia ou do território de Israel os seus dois camaradas mortos domingo num ataque aéreo israelita em Gaza.
Os dois activistas do movimento eram Adnan Bustan, de 28 anos, chefe da unidade de engenharia encarregada do fabrico de foguetes artesanais, e Jihad Saufiri, de 31 anos, chefe das milícias da "artilharia" da Jihad.
No ataque israelita, na cidade de Gaza, foram disparados três mísseis contra dois veículos em que seguiam cinco militantes do movimento radical palestiniano, provocando dois mortos e ferimentos graves num outro.
Em comunicado, a organização afirma ter dado "instruções" aos seus activistas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza "para atacar o inimigo em qualquer lugar. Não há limites nem fronteiras à nossa resposta", refere.
O exército israelita deteve na madrugada de hoje 19 activistas palestinianos, a maioria do Movimento da Resistência Islâmica (Hamas), que venceu as eleições de 25 de Janeiro, e alguns do movimento Fatah no norte de Ramallah e em Belém, informaram fontes militares.
O chefe do Serviço de Segurança israelita, Juval Diskin, afirmou que o país se encontra sob uma "nova e inquietante onda de terrorismo".
A mesma fonte acrescentou que desde sexta-feira as forças de segurança israelitas detiveram 12 palestinianos a caminho de Israel pata realizar ataques suicidas, algo sem precedentes em tão curto período.
O último ataque suicida, reivindicado pela Jihad Islâmica, aconteceu há três semanas na estação de autocarros de Telavive e provocou a morte a quatro pessoas.