Jornalista sexualmente agredida por polícia egípcia já foi libertada

A jornalista egípcio-americana Mona Eltahawy já foi libertada pela polícia egípcia, depois de ter sido detida no Ministério do Interior. Segundo relata na sua conta de Twitter, a jornalista foi agredida sexualmente pelos seus captores.

RTP /
Mona Eltahawy ficou com ambos os braços partidos Mona Eltahawy

"Cinco ou seis polícias agarraram os meus seios, os meus genitais e perdi a conta de quantas mãos tentaram entrar nas minhas calças", refere um dos tweets mais dramáticos da jornalista, que foi libertada há cerca de três horas.

Num outro tweet, Mona Eltahawy publicou a foto da sua mão completamente inchada e referiu que não a consegue fechar. Há pouco mais de 20 minutos, a jornalista publicou a informação de que tem ambos os braços partidos.

Segundo relata, Mona Eltahawy terá estado doze horas nas mãos da polícia egípcia que a libertou também graças à solidariedade gerada nas redes sociais.

Mona Eltahawy, de 44 anos, vive em Nova Iorque e é uma conhecida defensora dos direitos da mulher, uma divulgadora do papel das redes sociais no mundo árabe e uma antiga jornalista da Reuters.

Conhecida pelas suas críticas ao anterior regime egípcio, Eltahawy descreve-se como uma muçulmana liberal, que tem criticado publicamente, nos Estados Unidos e em outros países, grupos islamitas violentos, em particular no seguimento dos atentados de 11 de Setembro de 2001.
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