Mundo
Josephine Witt, a jovem que assustou Mario Draghi
É alemã, estudante de filosofia e tem 21 anos. Josephine Witt foi esta quarta-feira notícia em todo o mundo, depois de ter atirado um pacote de papelinhos (confetti) ao Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Saltou para cima da mesa onde Dragui dava uma conferência de imprensa gritando as palavras de ordem: “Acabem com a ditadura do BCE”.
No protesto, a jovem atirou ainda várias cópias de um documento, onde se refere ao BCE como “mestre do Universo”, dizendo que é apenas uma borboleta que lhe está a enviar uma mensagem.
A jovem ativista diz que entrou no BCE como toda a gente. “No entanto, para me registar tinha que contar uma pequena mentira. Eles deixavam entrar apenas jornalistas e eu não sou. Disse que trabalhava para a Vice Media”, referiu a jovem em entrevista ao El País.
“Ditadura do pénis”
Josephine Witt, ativista do grupo feminista FEMEN, usava uma t-shirt preta onde podia ainda ler-se “dick-tatorship”, isto é, ditadura do pénis.
Ao diário espanhol, Josephine Witt disse que o BCE não é uma instituição democraticamente escolhida e impõe decisões duras que afetam e destroem as pessoas.
“Sou a favor de uma economia e de um sistema bancário democráticos, por isso há que mudar a imagem imposta”, disse. Witt fez notícia também nas redes sociais. Na sua página do Twitter fez questão de publicar tudo o que aconteceu no BCE.
Witt salientou ainda que se pode mudar a política económica. “A expressão assustada de Draghi é um passo para mudar o discurso e levar a democracia para instituições como o BCE. Com este protesto mostrei que se podem mudar as coisas”, disse a jovem ativista.
“Queria um protesto colorido e pacífico”
Josephine Witt refere ainda ao jornal El País que levou a cabo esta ação com “confetti” porque queria um protesto colorido e pacífico. “Violentos são eles, os que atiram gás lacrimogéneo. Acho que devemos continuar com estes protestos não violentos e o “confetti” pareceu-me muito adequado, pela cor e pelas conotações positivas que tem”.
Witt salientou ainda que sorriu porque se sentia feliz e privilegiada de estar ali. “A expressão assustada de Draghi pareceu-me algo maravilhoso e alegrou-me imenso ver a sua reação”.
Ao jornal The Telegraph, a jovem falou de um “ativismo hardcore”, em que “se organizam manifestações massivas, que são magníficas e necessárias” mas que também “é importante ir ao coração do problema: não protestar em frente ao BCE mas dentro do BCE”.
A jovem ativista diz que entrou no BCE como toda a gente. “No entanto, para me registar tinha que contar uma pequena mentira. Eles deixavam entrar apenas jornalistas e eu não sou. Disse que trabalhava para a Vice Media”, referiu a jovem em entrevista ao El País.
“Ditadura do pénis”
Josephine Witt, ativista do grupo feminista FEMEN, usava uma t-shirt preta onde podia ainda ler-se “dick-tatorship”, isto é, ditadura do pénis.
Ao diário espanhol, Josephine Witt disse que o BCE não é uma instituição democraticamente escolhida e impõe decisões duras que afetam e destroem as pessoas.
“Sou a favor de uma economia e de um sistema bancário democráticos, por isso há que mudar a imagem imposta”, disse. Witt fez notícia também nas redes sociais. Na sua página do Twitter fez questão de publicar tudo o que aconteceu no BCE.
Take a look at this face! #confettigate #ecb We own our own lives! pic.twitter.com/VyIcM0FaLe
— Josephine Witt (@josephine_witt) 15 abril 2015
Witt salientou ainda que se pode mudar a política económica. “A expressão assustada de Draghi é um passo para mudar o discurso e levar a democracia para instituições como o BCE. Com este protesto mostrei que se podem mudar as coisas”, disse a jovem ativista.
“Queria um protesto colorido e pacífico”
Josephine Witt refere ainda ao jornal El País que levou a cabo esta ação com “confetti” porque queria um protesto colorido e pacífico. “Violentos são eles, os que atiram gás lacrimogéneo. Acho que devemos continuar com estes protestos não violentos e o “confetti” pareceu-me muito adequado, pela cor e pelas conotações positivas que tem”.
Witt salientou ainda que sorriu porque se sentia feliz e privilegiada de estar ali. “A expressão assustada de Draghi pareceu-me algo maravilhoso e alegrou-me imenso ver a sua reação”.
Ao jornal The Telegraph, a jovem falou de um “ativismo hardcore”, em que “se organizam manifestações massivas, que são magníficas e necessárias” mas que também “é importante ir ao coração do problema: não protestar em frente ao BCE mas dentro do BCE”.