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Juiz federal do Hawai bloqueou nova versão do decreto anti-imigração de Trump
Um juiz federal bloqueou esta quarta-feira a nova versão do decreto anti-imigração de Donald Trump. Uma decisão que vale para todo o território dos Estados Unidos e que inflige novo golpe nas aspirações do presidente norte-americano de reinstaurar aquela que é, para já, a medida mais controversa do seu ainda curto mandato na Casa Branca.
Escassas horas antes da entrada em vigor do novo texto, que proíbe a entrada nos Estados Unidos a cidadãos de seis países muçulmanos, o juiz Derrick Watson bloqueou a ordem no sentido de evitar “danos irreparáveis” que – considera – adviriam do decreto revisto pela Administração Trump.
A decisão de Derrick Watson teve em conta várias declarações de Trump contra os muçulmanos, nomeadamente durante a campanha das presidenciais. Uma base que levou o juiz do Hawai a considerar que o decreto deriva “de uma animosidade religiosa não refutável”.
É a terceira vez que a justiça federal americana bloqueia a tentativa do presidente de impedir a entrada nos Estados Unidos de pessoas originárias de países muçulmanos.
A Casa Branca divulgara na semana passada a nova versão do decreto anti-imigração, que procura agora limitar a proibição de entrada nos Estados Unidos a seis países muçulmanos em vez dos sete inicialmente visados (Irão, Síria, Iémen, Somália, Líbia, Sudão), bem como de todos os refugiados. Os iraquianos, aqueles que possuem uma autorização de residência (“green cards”) e os titulares de vistos deixam agora de estar incluídos na proibição.
O novo texto era suposto ser juridicamente mais forte do que a primeira versão, que foi por sua vez sucessivamente suspenso por um juiz federal do Estado de Washington e por um Tribunal de Recurso de São Francisco.
A decisão de Derrick Watson teve em conta várias declarações de Trump contra os muçulmanos, nomeadamente durante a campanha das presidenciais. Uma base que levou o juiz do Hawai a considerar que o decreto deriva “de uma animosidade religiosa não refutável”.
É a terceira vez que a justiça federal americana bloqueia a tentativa do presidente de impedir a entrada nos Estados Unidos de pessoas originárias de países muçulmanos.
A Casa Branca divulgara na semana passada a nova versão do decreto anti-imigração, que procura agora limitar a proibição de entrada nos Estados Unidos a seis países muçulmanos em vez dos sete inicialmente visados (Irão, Síria, Iémen, Somália, Líbia, Sudão), bem como de todos os refugiados. Os iraquianos, aqueles que possuem uma autorização de residência (“green cards”) e os titulares de vistos deixam agora de estar incluídos na proibição.
O novo texto era suposto ser juridicamente mais forte do que a primeira versão, que foi por sua vez sucessivamente suspenso por um juiz federal do Estado de Washington e por um Tribunal de Recurso de São Francisco.