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Juiz ordena suspensão da construção do salão de baile de Trump na Casa Branca

Juiz ordena suspensão da construção do salão de baile de Trump na Casa Branca

Um juiz federal ordenou esta terça-feira a suspensão da construção do salão de baile projetado pelo presidente norte-americano.

Andreia Martins - RTP /
Foto: Jessica Koscielniak - Reuters (arquivo)

“O Presidente dos Estados Unidos é o guardião da Casa Branca para as futuras gerações de famílias presidenciais. Não é, no entanto, o seu proprietário!", escreveu o juiz Richard Leon na sua decisão.

O juiz especifica que o projeto exigiria a aprovação do Congresso e que Donald Trump ainda poderá apresentar esse pedido. "Ainda não é tarde para o Congresso autorizar a continuação do projeto do salão de baile. O Presidente pode, a qualquer momento, solicitar ao Congresso que o autorize expressamente a construir um salão de baile e a fazê-lo com fundos privados", adiantou. 

A decisão é conhecida após uma ação da National Trust for Historic Preservation (NTHP), uma organização sem fins lucrativos que está mandatada pelo Congresso para a preservação de edifícios históricos. 

A ação, interposta em dezembro, acusava a Administração Trump e não cumprir os requisitos legais para as avaliações e de não procurar a aprovação do Congresso. 

Em outubro de 2025, Donald Trump ordenou a demolição de uma ala inteira da Casa Branca para dar lugar a um salão de baile, concebido para receber até mil pessoas e para acolher receções e jantares em honra de dignatários estrangeiros.

O projeto, financiado por doações privadas, começou com um orçamento de 200 milhões de dólares, mas já aumentou entretanto os gastos previstos para 400 milhões de dólares. 

Donald Trump já reagiu a esta decisão, considerando que o National Trust for Historic Preservation (NTHP) é “um grupo radical de esquerda de lunáticos” devido a um salão de baile que está com um orçamento “abaixo do previsto” e cuja construção está “adiantada”.

Numa publicação na rede social Truth Social, destaca ainda que a construção decorre “sem custos para o contribuinte” e que “será o edifício mais bonito do mundo na sua categoria”.

(com agências)
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