Juiz rejeita recurso para anular condenação de cúmplice de Epstein
Um juiz federal de Nova Iorque rejeitou um recurso para anular a condenação e a sentença de Ghislaine Maxwell, cúmplice de Jeffrey Epstein, por tráfico sexual de menores, que alegava erros processuais no seu caso.
O juiz Paul Engelmayer referiu, numa decisão de 67 páginas, que as provas da culpabilidade de Maxwell nos crimes pelos quais foi condenada em 2021 eram esmagadoras e que os tribunais também tinham confirmado a condenação e a sua sentença de 20 anos de prisão em recurso.
O pedido de `habeas corpus` apresentado por Maxwell, alegando que o seu julgamento foi injusto, foi apresentado em dezembro de 2025, após o Supremo Tribunal já ter rejeitado um pedido semelhante por outros motivos em outubro.
Maxwell, "numa petição longa e confusa", argumentou "que os seus direitos constitucionais durante o julgamento e a sentença foram violados" e que os milhares de documentos do caso Epstein, posteriormente divulgados pelo Departamento de Justiça, corroboravam as suas alegações, resumiu o juiz.
"Todas as alegações de Maxwell são infundadas, e todas ou quase todas são frívolas", garantiu, referindo que foram invalidadas porque a condenada já tinha "apresentado e perdido os mesmos argumentos em recurso direto, ou porque poderia tê-los apresentado em recurso, mas optou por não o fazer".
Engelmayer realçou que as novas provas alegadamente contidas nos documentos de Epstein eram "em grande parte irrelevantes" para as acusações contra Maxwell, e que, "longe de a ilibar, a incriminam ou reafirmam a correção das decisões judiciais que está a contestar".
Companheira e assistente de Epstein, a britânica, hoje com 64 anos, perdeu um julgamento com júri em 2021 e foi condenada em 2022 a 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores. Está detida numa prisão de segurança mínima em Bryan, Texas.
O financeiro Epstein declarou-se culpado em 2008, na Florida, por acusações estaduais de aliciamento de prostituição de uma menor.
Segundo as autoridades, suicidou-se na sua cela na prisão de Nova Iorque, em 2019, enquanto aguardava julgamento por uma acusação federal de tráfico sexual.