Mundo
Junta militar assina libertação de Aung San Suu Kyi
A líder oposicionista birmanesa Aung San Suu Kyi poderá ser libertada nas próximas horas, de acordo com fontes do seu partido, informações que perdem força com declarações de responsáveis birmaneses apontando para o fim de 19 anos da prisão da Nobel da Paz para os próximos dias. O período de prisão domiciliária de Suu Kyi termina sábado e a junta militar no poder passa para já a mensagem de que não há razões para prolongar o cativeiro.
Suu Kyi, 65 anos e símbolo maior da luta pela democracia em Myanmar, antiga Birmânia, foi privada da liberdade durante mais de 15 dos últimos 21 anos. Na ressaca das primeiras eleições no país desde há duas décadas, correm notícias de que a junta militar no poder terá já assinado a ordem de libertação da líder da oposição. A Nobel da Paz termina assim o último período de detenção de 18 meses, depois de em Maio de 2009 – altura em que reunia condições para ser libertada - um americano ter nadado até à sua casa em Rangum, circunstância que lhe valeu novo ano e meio de pena.
De acordo com um responsável birmanês, “as autoridades vão libertá-la, é um facto”. Esta indicação foi reforçada por outro fonte ouvida pela agência France Press, que garantiu que Aung San Suu Kyi “será libertada sem dúvida nenhuma, como previsto. Estamos apenas pendentes da hora de libertação”.
O seu advogado já havia esta semana manifestado a convicção de que “as autoridades a vão libertar, ainda que não tenhamos para já qualquer confirmação”, acrescentando que, "de acordo com a lei, (a junta militar) não pode prolongar a sua detenção”.
“Eles devem libertá-la em nome do país”, acrescentava Nyan Win.
Suu Kyi foi detida na sequência das eleições de 1990, ganhas pelo seu partido LND (Liga Nacional para a Democracia), mas cujos resultados não tiveram qualquer efeito em termos de alternância governativa. O partido seria dissolvido já este ano depois de Suu Kyi ter decidido boicotar as eleições do último domingo, entre acusações de fraude ao acto eleitoral promovido pelos militares instalados no poder há décadas.
O partido no poder, o UDSP (Partido da Solidariedade e do Desenvolvimento), é dado pelos últimos resultados, ainda parciais, como o grande vencedor do escrutínio, mas não se livra das acusações de farsa, com um grande número de países a apontarem a fraude e a engenharia eleitoral para garantir a continuidade do regme.
Apoiantes de Aung San Suu Kyi esperam líder na sede do LND
Centenas de apoiantes da líder da oposição encontram-se já frente à sede do LND para receber a mulher em que estão ainda depositadas, duas décadas depois, todas as esperanças de uma alteração do poder na antiga Birmânia.
Os apoiantes de Suu Kyi têm a libertação como garantida durante o dia de sábado, o que pode ser antecipado a qualquer momento.
Sem qualquer documento ou confirmação por parte da junta militar, são outros os sinais que dão como certa a libertação da Nobel da Paz: as autoridades estão a mobilizar um número extraordinário de membros das forças de segurança para alguns locais de Rangum.
O advogado da líder oposicionista já anunciou que assim que se encontrar em liberdade Aung San Suu Kyi irá encontrar-se com membros do órgão central do LDN, com a imprensa e a população.
De acordo com um responsável birmanês, “as autoridades vão libertá-la, é um facto”. Esta indicação foi reforçada por outro fonte ouvida pela agência France Press, que garantiu que Aung San Suu Kyi “será libertada sem dúvida nenhuma, como previsto. Estamos apenas pendentes da hora de libertação”.
O seu advogado já havia esta semana manifestado a convicção de que “as autoridades a vão libertar, ainda que não tenhamos para já qualquer confirmação”, acrescentando que, "de acordo com a lei, (a junta militar) não pode prolongar a sua detenção”.
“Eles devem libertá-la em nome do país”, acrescentava Nyan Win.
Suu Kyi foi detida na sequência das eleições de 1990, ganhas pelo seu partido LND (Liga Nacional para a Democracia), mas cujos resultados não tiveram qualquer efeito em termos de alternância governativa. O partido seria dissolvido já este ano depois de Suu Kyi ter decidido boicotar as eleições do último domingo, entre acusações de fraude ao acto eleitoral promovido pelos militares instalados no poder há décadas.
O partido no poder, o UDSP (Partido da Solidariedade e do Desenvolvimento), é dado pelos últimos resultados, ainda parciais, como o grande vencedor do escrutínio, mas não se livra das acusações de farsa, com um grande número de países a apontarem a fraude e a engenharia eleitoral para garantir a continuidade do regme.
Apoiantes de Aung San Suu Kyi esperam líder na sede do LND
Centenas de apoiantes da líder da oposição encontram-se já frente à sede do LND para receber a mulher em que estão ainda depositadas, duas décadas depois, todas as esperanças de uma alteração do poder na antiga Birmânia.
Os apoiantes de Suu Kyi têm a libertação como garantida durante o dia de sábado, o que pode ser antecipado a qualquer momento.
Sem qualquer documento ou confirmação por parte da junta militar, são outros os sinais que dão como certa a libertação da Nobel da Paz: as autoridades estão a mobilizar um número extraordinário de membros das forças de segurança para alguns locais de Rangum.
O advogado da líder oposicionista já anunciou que assim que se encontrar em liberdade Aung San Suu Kyi irá encontrar-se com membros do órgão central do LDN, com a imprensa e a população.