Justiça da UE rejeita processo de pai de Le Pen para evitar devolver 300 mil euros ao PE

Justiça da UE rejeita processo de pai de Le Pen para evitar devolver 300 mil euros ao PE

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) rejeitou uma ação interposta pelo ex-líder da extrema-direita em França, Jean-Marie Le Pen, para evitar devolver 303.200 euros que o Parlamento Europeu (PE) considerou que recebeu ilicitamente, foi hoje anunciado.

Lusa /
François Lenoir - Reuters

De acordo com o acórdão divulgado hoje, o Tribunal Geral da União Europeia, que faz parte do TJUE, rejeitou uma ação apresentada em 2024 por Jean-Marie Le Pen contra a decisão do Secretariado-Geral do PE que considerou que "atribuíram erradamente" 303.200,99 euros ao ex-líder da extrema-direita francesa.

O PE disse que estavam comprovados "despesas pessoais" de Jean-Marie Le Pen apresentadas como despesas de eurodeputados.

O ex-líder da extrema-direita em França tinha apresentado o processo por considerar que tinha sido violado o direito a um julgamento justo e que havia ambiguidades legais na decisão do Parlamento Europeu.

Jean-Marie Le Pen morreu 07 de janeiro deste ano e a filha, Marine Le Pen, atual líder da extrema-direita em França, e as irmãs, Marie-Caroline Le Pen e Yann Le Pen, assumiram a ação interposta pelo pai no TJUE.

"O Tribunal Geral [da UE] rejeitou a ação apresentada pelo senhor Le Pen e pelas herdeiras", sustentou o TJUE em comunicado que acompanha a decisão.

O tribunal considerou que não houve qualquer infração dos princípios da legalidade ou ambiguidades e que a decisão do Parlamento Europeu decorreu de uma avaliação justa.

De acordo com o TJUE, desde 23 de janeiro de 2024 que o Secretariado-Geral do PE tinha informado Jean-Marie Le Pen das irregularidades sobre o dinheiro que tinha recebido e pediu explicações no prazo de dois meses.

O Tribunal Geral acrescentou que a decisão de restituição do montante estava sustentada no contexto legal adequado relativo a irregularidades.

A resposta chegou em março desse ano, através de uma das filhas do ex-líder da extrema-direita francesa, mas o PE considerou que não estava de acordo com as regras aplicáveis para a atribuição de dinheiro.

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