Justiça é arma contra terrorismo- reacções veredicto de Moussaoui
O veredicto tornado público segunda- feira na primeira fase do julgamento do francês Zacarias Moussaoui mostra o poder da justiça face ao terrorismo, estimaram responsáveis políticos norte-americanos enquanto a administração Bush se declarava "satisfeita" com a decisão do júri.
O júri do Tribunal federal de Alexandria (Virginia) anunciou segunda-feira que Moussaoui é passível da pena de morte por cumplicidade com os autores dos atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos.
O francês de origem marroquina foi o único acusado nos Estados Unidos de envolvimento directo nos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e Washington que fizeram 3.000 mortos.
"Estamos satisfeitos com a decisão do júri neste caso importante", declarou num comunicado a responsável da comunicação do Ministério da Justiça, Tasia Scolinos.
"Os nossos esforços em nome das vítimas do 11 de Setembro continuarão com a próxima fase do julgamento", acrescentou.
Segundo o chefe da maioria no Senado norte-americano, Bill Frist, "nenhuma pena ou veredicto podem apagar a dor e o horror infligidos pelos piratas do ar do 11 de Setembro e dos seus cúmplices".
"Todavia, a punição de Moussaoui é a prova de que a nossa sociedade está enraizada no poder libertador da Justiça e do Estado de direito, as nossas armas mais preciosas na guerra contra o terrorismo", acrescentou o chefe de fila dos senadores republicanos num comunicado.
O julgamento de Moussaoui entra quinta-feira numa segunda fase, durante a qual serão examinadas as circunstâncias agravantes como o sofrimento das vítimas dos atentados do 11 de Setembro e atenuantes, como a personalidade, talvez perturbada, de Zacarias Moussaoui.
Só depois desta segunda fase é que os jurados decidirão se sim ou não Moussaoui deve ser condenado à morte.