Justiça Federal do Estado do Mato Grosso quebra sigilos de 70 envolvidos no escândalo do dossier

Justiça Federal do Estado do Mato Grosso quebra sigilos de 70 envolvidos no escândalo do dossier

A Justiça Federal do Estado do Mato Grosso de terminou a quebra de cerca de 70 sigilos bancários, telefónicos e fiscais de pes soas acusadas de envolvimento no "escândalo do dossier", divulgou a agência governamental Brasil.

Agência LUSA /

De acordo com a Polícia Federal, a quebra dos sigilos é fundamental par a a identificação da origem do dinheiro que seria usado pelo Partido dos Trabalh adores (PT) para a compra de alegados documentos contra os candidatos do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao gov erno de São Paulo, José Serra.

O "escândalo do dossier" estourou a 15 de Setembro, com a prisão de doi s homens ligados ao PT que tentaram comprar o suposto dossier do chefe da "máfia dos sanguessugas", Luiz Antônio Vedoin.

A Polícia Federal apreendeu com os dois integrantes do PT cerca de 600 mil euros em notas de real e dólar, cuja origem até hoje é um mistério.

A "máfia dos sanguessugas" foi o maior esquema de corrupção já descober to no Parlamento brasileiro e consistia em fraudes milionárias na compra de ambu lâncias para o interior do Brasil, com a ajuda de quase uma centena de parlament ares.

Os documentos que o PT queria comprar supostamente ligariam Alckmin e S erra às irregularidades, o que não ficou comprovado.

O "escândalo do dossier" veio a público 15 dias antes das eleições no B rasil e foi decisivo para levar o pleito presidencial para a segunda volta.

Atingido pelo escândalo que atingiu amigos e assessores muito próximos, Lula da Silva não conseguiu obter a maioria absoluta dos votos na primeira volt a.

O presidente brasileiro obteve 48,61 por cento dos votos válidos contra 41,64 por cento para Alckmin.

As investigações sobre o dossier deverão repercutir-se na segunda fase da campanha presidencial, e o interesse do governo é agora esclarecer rapidament e o escândalo para evitar mais ataques da oposição.


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