Justiça francesa abre investigação a ministro de Emmanuel Macron
A justiça francesa anunciou hoje a abertura de uma investigação preliminar a Richard Ferrand, ministro da Coesão Territorial do Governo do atual Presidente.
O ministro de Macron tem sido alvo nas últimas semanas de notícias que o envolvem em negócios imobiliários e suspeitas de favorecimento da mulher. A investigação foi anunciada esta quinta-feira por um procurador francês da região de Brest.
Rosário Salguerio, correspondente da RTP em Paris.Tem sido igualmente apontado o facto de ter contratado o seu filho como assistente, tendo sido pago com fundos parlamentares. Uma situação que não é, no entanto, ilegal em França, como acontece noutros países europeus.
O semanário Le Canard Echaîne, o mesmo que revelou o escândalo dos ordenados fictícios do candidato republicano François Fillon, tem vindo a publicar nos últimos dias pormenores sobre o alegado favorecimento da companheira num negócio imobiliário, quando era responsável por um fundo de seguros de saúde em 2011.
O comunicado do procurador de Brest faz referência às notícias de "diferentes jornais" que visam os negócios do ministro e que têm levado aos pedidos de demissão por parte da oposição.
communiqué de presse de @ProcureurBrest pic.twitter.com/Mm4yZQ7WiQ
— Procureur Brest (@ProcureurBrest) 1 de junho de 2017
No mesmo comunicado, é explicado que a abertura desta investigação preliminar não é indicativa de uma qualificação criminosa ou da imediata culpabilização do ministro em causa.
Este é o primeiro escândalo a envolver a entourage do novo Presidente francês, eleito no passado dia 7 de maio na segunda volta das eleições presidenciais, após vitória sobre a candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen.