Justiça sul-africana proíbe projeto de exploração sísmica da Shell
Um tribunal sul-africano proibiu hoje a Shell de realizar explorações sísmicas ao largo da turística "Wild Coast", uma decisão recebida como vitória pelos ambientalistas, que vinham a alertar para o impacto na vida selvagem marinha.
No início deste mês, um tribunal rejeitou um pedido de embargo urgente do projeto de exploração de petróleo e gás, através de uma campanha sísmica - prevista para começar dentro de quatro a cinco meses na região, numa área de mais de 6.000 quilómetros quadrados - interposto pelas associações de defesa ambiental.
Um porta-voz da gigante do petróleo e gás disse em declarações à agência France-Presse que a Shell irá "respeitar" a decisão do tribunal e suspender o estudo enquanto irá "rever a decisão".
"Estudos desta natureza são realizados há mais de 50 anos, com mais de 15 anos de extensa investigação científica", acrescentou a mesma fonte.
"A África do Sul está fortemente dependente das importações para satisfazer uma grande parte das suas necessidades energéticas. Se fossem descobertos recursos viáveis no mar, [essa descoberta] poderia dar um contributo significativo para a segurança energética do país", disse ainda.
O ministro da Energia da África do Sul defendeu o projeto da Shell e acusou os seus críticos de bloquear um tão necessário investimento económico no país, numa reação a numerosos protestos por parte de ambientalistas e membros da oposição durante a primeira quinzena de dezembro.
A "Wild Coast" inclui várias reservas naturais e áreas marinhas protegidas e estende-se por cerca de 300 quilómetros de paisagens selvagens.