Karina passa a furacão de categoria 3 no Pacífico com probabilidades de maior intensidade
O furacão Karina, que se formou como tempestade tropical no Pacífico e alcançou a categoria 3 no domingo, com ventos máximos sustentados de 205 quilómetros por hora, poderá intensificar-se hoje, indicaram as autoridades.
O ciclone encontrava-se a cerca de 1.545 quilómetros a sudoeste do extremo sul da península da Baixa Califórnia do Sul (México), de acordo com o último boletim do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês).
O NHC emitiu o primeiro aviso sobre o Karina como tempestade tropical no dia 27 de agosto. Na manhã de domingo, atingiu a categoria 1 e rapidamente ultrapassou o limiar para uma classificação superior (3).
De acordo com a previsão, é possível que ocorra "alguma intensificação adicional" hoje.
O furacão desloca-se para oeste a cerca de nove quilómetros por hora. Por enquanto, não se prevê um impacto direto na costa. Atualmente, não foi emitido qualquer aviso.
O NHC alertou apenas para a possibilidade de forte ondulação e correntes de retorno geradas pelo Karina, que afetarão partes da costa sudoeste do México e da península da Baixa Califórnia nos próximos dias.
Antes do Karina, outros três furacões formaram-se nesta época nas bacias oriental e central do Pacífico, entre os quais o Lala, que em meados de agosto atingiu a categoria de furacão de grande intensidade e afetou o arquipélago do Havai.
O fenómeno climático El Niño, que implica um aquecimento extraordinário das águas do Pacífico, costuma provocar um aumento da atividade ciclónica na região. O NHC prevê que se formem entre cinco e 13 tempestades tropicais no Pacífico central entre 01 de junho e 30 de novembro.