Katrina tornou-se numa tempestade tropical

O Katrina perdeu segunda-feira grande parte do seu vigor e tornou-se numa tempestade tropical embora permaneça perigoso, indicou o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, na Florida.

Agência LUSA /
Apesar de tudo, os ventos podem ainda ser perigosos EPA

"O Katrina é actualmente uma tempestade tropical, mas os ventos fortes e as chuvas torrenciais continuam a ser um perigo", segundo um novo aviso do NHC, publicado à 01:00.

Os ventos sopram a cerca de 100 quilómetros/hora com fortes rajadas, uma "força capaz de arrancar árvores e criar situações perigosas", advertiu a mesma fonte.

Às 00:00 o Katrina já tinha percorrido 250 quilómetros em terra e deverá atingir o Tennessee hoje de manhã.

Entretanto, o presidente da Câmara de Nova Orleães indicou que alguns "corpos flutuam sobre as águas" que inundaram a cidade após a passagem do furacão Katrina e cerca de 200 pessoas refugiaram-se num bairro, situado a Este, particularmente afectado pela tormenta.

Pelo menos 20 edifícios ruíram e serão necessárias provavelmente 48 horas antes dos habitantes poderem regressar às suas casas para avaliar os prejuízos causados pela passagem do furacão.

Um pouco antes, a governadora do Luisiana, Kathleen Blanco, indicou que alguns barcos foram enviados "para zonas onde, segundo as últimas informações, havia pessoas refugiadas nos telhados".

Em conferência de imprensa, a mesma responsável indicou que algumas zonas do Luisiana foram "devastadas pelos ventos violentos e pelas inundações".

"As informações são ainda parcelares. A subida das águas e os ventos violentos fazem com que ainda seja muito perigoso chegar a certas zonas", sublinhou.

O Katrina provocou a morte de pelo menos 13 pessoas depois de ter atingido as costas norte-americanas na quinta-feira à noite, provocando danos elevados na Florida, Luisiana, Mississipi e Alabama.

A passagem do Katrina obrigou as companhias petrolíferas a encerrar 711 poços e plataformas no Golfo do México, uma região que em tempo normal assegura cerca de um quarto da produção de fuel e gasolina dos Estados Unidos.


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