Kiev ataca fábrica química russa a 200 quilómetros de Moscovo
A Ucrânia atacou uma fábrica química na região russa de Tula, a cerca de 200 quilómetros a sul de Moscovo, informaram hoje as autoridades locais e meios de comunicação independentes russos e ucranianos.
"As defesas antiaéreas do Ministério da Defesa da Rússia estão a repelir um ataque maciço de drones ucranianos contra a região. Em consequência da queda de destroços de drones em Novomoskovsk, foram registados danos em infraestruturas rodoviárias, habitações particulares e na zona industrial adjacente", escreveu na plataforma de mensagens Telegram o governador de Tula, Dmitri Miliaiev, sem especificar a empresa atingida.
Miliaiev acrescentou que os serviços de emergência responderam ao ataque e que foram destacados para a localidade especialistas do laboratório Priroda, responsável pela monitorização ambiental, bem como elementos da direção do Rospotrebnadzor, o serviço russo de proteção dos consumidores.
Segundo avançou um canal independente russo no Telegram, a empresa afetada foi a Azot, pertencente ao grupo químico EuroChem.
A empresa, o maior produtor russo de amónia e fertilizantes, que podem também ser utilizados no fabrico de explosivos, já tinha sido atacada por drones ucranianos em 14 e 26 de junho.
Os canais ucranianos Exilenova+ e Supernova+ informaram que uma unidade siderúrgica na cidade de Lipetsk também foi atacada, uma informação que não foi ainda confirmada pelas autoridades russas.
O Ministério da Defesa da Rússia indicou que, durante a noite passada, as defesas antiaéreas "intercetaram e destruíram 531 drones ucranianos de asa fixa" sobre 13 regiões russas.
Os líderes da Finlândia e da Noruega falaram na terça-feira com os dirigentes da Rússia e da Ucrânia, no seguimento das discussões recentes entre o Presidente ucraniano e emissários norte-americanos em Oslo, anunciaram as quatro capitais.
O Presidente russo Vladimir Putin, saudou a retoma de negociações, estagnadas desde fevereiro devido à guerra no Irão, mas comunicou hoje, numa conversa telefónica com dirigentes finlandeses e noruegueses, que só se reunirá com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, num terceiro país se for para assinar um acordo de paz.