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Kiev diz que controlo da central nuclear de Zaporizhzhia depende das negociações com Moscovo

Kiev diz que controlo da central nuclear de Zaporizhzhia depende das negociações com Moscovo

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Andri Sibiga, esclareceu hoje que, além da questão territorial, o controlo da central nuclear de Zaporijia está pendente nas negociações de paz entre Kiev e a Rússia.

Lusa /

A central de Zaporijia é a maior da Europa e está ocupada pelas tropas russas, praticamente desde início da invasão da Ucrânia há quase quatro anos.

Em declarações ao meio de comunicação social "European Truth", o ministro disse que o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está disposto a reunir-se pessoalmente com o homólogo russo, Vladimir Putin, para resolver as duas questões mais sensíveis que continuam por solucionar, no âmbito do processo de paz impulsionado pelos Estados Unidos.

"É precisamente para resolvê-las que o Presidente está disposto a reunir-se com Putin e discuti-las", afirmou Sibiga, que esclareceu que não há apenas uma questão pendente, como tinham afirmado no Fórum Económico Mundial de Davos Zelensky e o enviado norte-americano para as negociações, Steve Witkoff, numa referência às exigências russas de que a Ucrânia ceda toda a região do Donbass, incluindo áreas que não ocupa.

Por sua vez, Sibiga não considera necessária uma reunião com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov.

"Não devemos criar vias paralelas. Existem equipas de negociação que incluem representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A criação de canais adicionais não é oportuna nem necessária", afirmou.

O chefe da diplomacia ucraniana também indicou que as equipas de negociação já mantiveram conversações significativas acerca dos parâmetros de um eventual cessar-fogo, bem como sobre o procedimento para supervisioná-lo ou verificá-lo.

Zelensky disse na terça-feira que está a ser preparada para esta semana em Abu Dhabi outra reunião das equipas de negociação da Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, inicialmente prevista para 01 de fevereiro.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

 

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