Kim Jong-il o líder da única dinastia comunista da História

Pequim, 19 dez (Lusa) - O líder norte-coreano Kim Jong-il, cuja morte foi anunciada hoje, presidia à única dinastia comunista da História, num dos países mais isolados do mundo.

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Nascido em 1942, Kim jong-il era também um dos mais secretos líderes mundiais: nos últimos dois anos visitou três vezes a China e deslocou-se também à Rússia, mas raramente saía da Coreia do Norte e quando o fazia, só viajava de comboio.

A imprensa oficial norte-coreana descrevia-o como um homem de "infinita modéstia": contudo, o dia do seu aniversário (16 de fevereiro) era festejado como a "maior festa" do país.

Filho e sucessor do fundador da República Democrática e Popular da Coreia, Kim il-Sung (1912-94), Kim Jong-il pretendia deixar o poder a um dos seus filhos, Kim Jong-un, um jovem com menos de 30 anos e que já é vice-presidente da Comissão Militar Central norte-coreana.

Kim Jong-il assumiu a direção do Partido dos Trabalhadores Coreanos (Partido Comunista) em 1997, três anos após a morte do pai e que coincide com o final do período tradicional de luto nas famílias coreanas.

O filho de Kim il-Sung tornou-se também líder da Comissão Militar Central, a liderança política das forças armadas norte-coreanas, mas o outro cargo ocupado pelo pai - presidente da República - continuou vago, até hoje.

O sucessor do "eterno presidente" norte-coreano é igualmente "um grande teórico", com uma obra em vários volumes que inclui um manual de jornalismo intitulado "Kim Jong-Il, o Grande Mestre dos Jornalistas" e um ensaio sobre cinema.

O lançamento do seu livro "O Socialismo é uma Ciência", em novembro de 1994, foi considerado pela imprensa local "um grande acontecimento na História da Humanidade".

"O nosso socialismo é o mais científico e viável", sustenta Kim Jong-il naquele ensaio.

Para tentar assegurar a continuidade da dinastia, há cerca de um ano, Kim Jong-il promoveu o seu filho mais novo, Kim Jong-un, ao topo da hierarquia militar norte-coreana.

Kim Jong-il morreu no sábado com um ataque cardíaco, anunciou hoje a imprensa oficial norte-coreana.

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