Kremlin diz "não excluir" retomada de negociações com Kiev e Washington

Kremlin diz "não excluir" retomada de negociações com Kiev e Washington

O Kremlin afirmou hoje "não excluir" a retomada de negociações entre Moscovo, Kiev e Washington para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia, após a visita dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Ramil Sitdikov - Reuters

"Também não excluímos a retomada do formato trilateral, mas ainda é muito cedo para falar sobre o local e datas específicos", declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, à comunicação social.

Peskov argumentou que "qualquer tentativa (...) constitui um passo em direção à paz" e agradeceu aos negociadores norte-americanos.

Steve Witkoff e Jared Kushner deslocaram-se no sábado a Moscovo para se reunir com o Presidente russo, Vladimir Putin, e no domingo foram pela primeira vez a Kiev, onde se encontraram com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Segundo um alto responsável da presidência ucraniana, os enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentaram a ambos os chefes de Estado novas propostas "mais eficazes" para pôr fim à guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa do país vizinho a 24 de fevereiro de 2022.

A fonte, citada pela agência de notícias francesa AFP, não precisou, contudo, quais eram essas propostas.

Os esforços de mediação empreendidos pelos Estados Unidos desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca para um segundo mandato presidencial, em janeiro de 2025, levaram a várias rondas de negociações entre Moscovo e Kiev em 2025, mas estas não produziram resultados, tendo o processo estado estagnado desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro deste ano.

Nas anteriores rondas negociais, Moscovo e Kiev mantiveram globalmente as suas posições, tendo o processo encalhado na questão da cedência pela Ucrânia dos territórios ucranianos cuja anexação a Rússia reivindica.

Zelensky declarou no domingo temer que a guerra possa continuar este inverno, período crítico durante o qual o país corre o risco de sofrer mais uma onda de ataques russos devastadores ao setor energético ucraniano.

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