País
Lacerda Sales reencaminhava pedidos de membros do PS ao diretor do Santa Maria
O antigo secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, encaminhava os pedidos de membros do Partido Socialista para o antigo diretor clínico do Hospital de Santa Maria, Luís Pinheiro, na mesma altura do processo das gémeas, em 2020. A informação é avançada pelo jornal Público e surge da investigação do Ministério Público no caso das gémeas luso-brasileiras.
Segundo o Público, os pedidos partiam de figuras do PS, entre elas, Ana Catarina Mendes, atual eurodeputada, e Edite Estrela, antiga presidente da Câmara de Sintra.
Rita Ferro Rodrigues, filha do antigo Presidente da Assembleia da República, terá também pedido ajuda a Lacerda Sales.
"Peço desculpa de incomodar. Só queremos paliativos decentes. Esta desumanização é impensável. Só queremos garantir que morre acompanhada e em meio hospitalar", escreveu Rita Ferro Rodrigues ao antigo secretário de Estado, pelo caso de uma mulher de 30 anos em estado terminal, acrescenta o jornal.
Ainda de acordo com o Público, o diretor clínico do hospital respondia aos pedidos reencaminhados por Lacerda Sales mesmo estando de férias.
Já a CNN avança que Lacerda Sales recebia pedidos de vários quadrantes que encaminhava para Luís Pinheiro. Entre os assuntos encontram-se pedidos de ajuda relacionados com doentes, pedidos de informação sobre situações clínicas e até intervenções relacionadas com contratações para o Hospital de Santa Maria. Um dos casos analisados pelo Ministério Público identifica um pedido dos Missionários do Espírito Santo para contratação de uma médica: "Dr. Sales, bom dia. Grato pela sua atenção e ajuda. Envio os dados da irmã, natural de Angola (...), especialista em cirurgia plástica. Está na unidade de queimados do Hospital de Santa Maria, onde trabalha a recibos verdes. (Nunca teve qualquer contrato). Neste momento está como responsável do referido serviço. O desejo era obter contrato. Peço desculpa pelo incómodo. Abraço amigo".
Lacerda Sales eliminou mensagens de Whatsapp
Foram investigadas ainda dezenas de mensagens no Whatsapp, que vão para além do processo pelo qual Lacerda Sales e Luís Pinheiro estão acusados do crime de prevaricação.
O jornal Expresso avança que as perícias forenses realizadas ao telemóvel de Lacerda Sales levantaram dúvidas aos inspetores da PJ.
“A principal foi a ausência de mensagens de WhatsApp trocadas entre o ex-governante e Nuno Rebelo de Sousa, filho do então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa”, acrescenta o jornal.
Um dado que alertou os investigadores do caso, uma vez que os dois arguidos no caso tinham comunicado várias vezes, principalmente no final de 2019, altura em que Nuno Rebelo de Sousa “pediu” ao então secretário de Estado para que “exercesse pressão” junto do Hospital de Santa Maria para marcar consultas para as crian¬ças e dar um andamento célere e favorável à administração do Zolgensma.
Para os investigadores, foi fácil perceber que o ex-governante tinha tentado apagar o rasto digital das suas principais comunicações.
Segundo o jornal, que cita a PJ, “todos estes exemplos levam a considerar que António Lacerda Sales terá, em momento anterior à diligência de buscas em sua casa, eliminado as mensagens trocadas com estes destinatários”.
Estas mensagens apagadas no WhatsApp “poderiam vir a ter relevância para a investigação”, conclui a Judiciária num documento oficial a que o Expresso teve acesso.
Os investigadores da Polícia Judiciária encontraram no telemóvel de Lacerda Sales conversas de Nuno Rebelo de Sousa que foram reencaminhadas, pelo ex-secretário de Estado da Saúde, para o ex-diretor clínico do hospital de Santa Maria.
O Expresso acrescenta que: “outra incongruência encontrada foi a ausência de conversas na mesma aplicação entre Lacerda Sales e o seu chefe de gabinete, bem como com a sua secretária pessoal. Não foi por isso difícil para os investigadores perceber que o ex-governante tinha tentado apagar o rasto digital das suas principais comunicações.
Rita Ferro Rodrigues, filha do antigo Presidente da Assembleia da República, terá também pedido ajuda a Lacerda Sales.
"Peço desculpa de incomodar. Só queremos paliativos decentes. Esta desumanização é impensável. Só queremos garantir que morre acompanhada e em meio hospitalar", escreveu Rita Ferro Rodrigues ao antigo secretário de Estado, pelo caso de uma mulher de 30 anos em estado terminal, acrescenta o jornal.
Ainda de acordo com o Público, o diretor clínico do hospital respondia aos pedidos reencaminhados por Lacerda Sales mesmo estando de férias.
Já a CNN avança que Lacerda Sales recebia pedidos de vários quadrantes que encaminhava para Luís Pinheiro. Entre os assuntos encontram-se pedidos de ajuda relacionados com doentes, pedidos de informação sobre situações clínicas e até intervenções relacionadas com contratações para o Hospital de Santa Maria. Um dos casos analisados pelo Ministério Público identifica um pedido dos Missionários do Espírito Santo para contratação de uma médica: "Dr. Sales, bom dia. Grato pela sua atenção e ajuda. Envio os dados da irmã, natural de Angola (...), especialista em cirurgia plástica. Está na unidade de queimados do Hospital de Santa Maria, onde trabalha a recibos verdes. (Nunca teve qualquer contrato). Neste momento está como responsável do referido serviço. O desejo era obter contrato. Peço desculpa pelo incómodo. Abraço amigo".
Lacerda Sales eliminou mensagens de Whatsapp
Foram investigadas ainda dezenas de mensagens no Whatsapp, que vão para além do processo pelo qual Lacerda Sales e Luís Pinheiro estão acusados do crime de prevaricação.
O jornal Expresso avança que as perícias forenses realizadas ao telemóvel de Lacerda Sales levantaram dúvidas aos inspetores da PJ.
“A principal foi a ausência de mensagens de WhatsApp trocadas entre o ex-governante e Nuno Rebelo de Sousa, filho do então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa”, acrescenta o jornal.
Um dado que alertou os investigadores do caso, uma vez que os dois arguidos no caso tinham comunicado várias vezes, principalmente no final de 2019, altura em que Nuno Rebelo de Sousa “pediu” ao então secretário de Estado para que “exercesse pressão” junto do Hospital de Santa Maria para marcar consultas para as crian¬ças e dar um andamento célere e favorável à administração do Zolgensma.
Para os investigadores, foi fácil perceber que o ex-governante tinha tentado apagar o rasto digital das suas principais comunicações.
Segundo o jornal, que cita a PJ, “todos estes exemplos levam a considerar que António Lacerda Sales terá, em momento anterior à diligência de buscas em sua casa, eliminado as mensagens trocadas com estes destinatários”.
Estas mensagens apagadas no WhatsApp “poderiam vir a ter relevância para a investigação”, conclui a Judiciária num documento oficial a que o Expresso teve acesso.
Os investigadores da Polícia Judiciária encontraram no telemóvel de Lacerda Sales conversas de Nuno Rebelo de Sousa que foram reencaminhadas, pelo ex-secretário de Estado da Saúde, para o ex-diretor clínico do hospital de Santa Maria.
O Expresso acrescenta que: “outra incongruência encontrada foi a ausência de conversas na mesma aplicação entre Lacerda Sales e o seu chefe de gabinete, bem como com a sua secretária pessoal. Não foi por isso difícil para os investigadores perceber que o ex-governante tinha tentado apagar o rasto digital das suas principais comunicações.