Mundo
Lacoste pede a Breivik para não usar os polos da marca
Anders Breivik, o terrorista que matou 77 pessoas após um tiroteio num acampamento de jovens e um ataque à bomba em Oslo, usa sempre polos Lacoste quando sai da prisão e a marca não está satisfeita.
O Telegraph
informou que a empresa francesa tem falado do gosto de Breivik pela Lacoste - um "pesadelo"
de relações públicas - e, de acordo com o jornal norueguês Dagbladet, os responsáveis
da marca têm escrito para a polícia de Oslo a exigir que o terrorista seja
impedido de usar as suas roupas.
Breivik, o autor do atentado de 22 de julho, enverga um polo vermelho na sua mais conhecida fotografia, em que viaja para a prisão e continua a usar a mesma sempre que se desloca ao exterior. Segundo o jornal local, vestia um polo preto com o crocodilo ao peito na fotografia que usou para o seu manifesto, "2083: A Declaração Europeia da Independência" e disse que o uso da marca de luxo lhe "torna possível agir como um europeu culto e de caráter conservador. Pessoas refinadas como eu devem usar marcas como a Lacoste."
Escusado será dizer que a Lacoste gostaria de separar a imagem da marca do terrorista norueguês. Um porta-voz da polícia de Oslo disse ao Telegraph: "A empresa entende que pode fazer um dano considerável à sua reputação". O jornal norueguês, citado pelo Telegraph, entrevistou um professor de marketing local, que disse que a reação da marca é exagerada e que vai piorar o caso.
O diário francês Liberation, acrescentou que "esta situação é claramente um pesadelo para uma das empresas de roupa mais ilustres de França". A marca disse esta quinta-feira aos jornalistas do Telegraph que "não estava preparada para comentar sobre o assunto".
Breivik, o autor do atentado de 22 de julho, enverga um polo vermelho na sua mais conhecida fotografia, em que viaja para a prisão e continua a usar a mesma sempre que se desloca ao exterior. Segundo o jornal local, vestia um polo preto com o crocodilo ao peito na fotografia que usou para o seu manifesto, "2083: A Declaração Europeia da Independência" e disse que o uso da marca de luxo lhe "torna possível agir como um europeu culto e de caráter conservador. Pessoas refinadas como eu devem usar marcas como a Lacoste."
Escusado será dizer que a Lacoste gostaria de separar a imagem da marca do terrorista norueguês. Um porta-voz da polícia de Oslo disse ao Telegraph: "A empresa entende que pode fazer um dano considerável à sua reputação". O jornal norueguês, citado pelo Telegraph, entrevistou um professor de marketing local, que disse que a reação da marca é exagerada e que vai piorar o caso.
O diário francês Liberation, acrescentou que "esta situação é claramente um pesadelo para uma das empresas de roupa mais ilustres de França". A marca disse esta quinta-feira aos jornalistas do Telegraph que "não estava preparada para comentar sobre o assunto".