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Lagos de água em lua de Júpiter
Dados recolhidos pela sonda Galileu apontam para a existência de grandes lagos alguns quilómetros abaixo da superfície gelada de Europa, uma das luas de Júpiter, dizem cientistas da NASA. A ser verdadeira a conclusão, abre-se de novo a porta à possibilidade de existência de vida fora da Terra, precisamente no ambiente líquido de Europa.
A descoberta baseia-se em dados recolhidos pela sonda espacial Galileu, quando estudou Júpiter e as suas luas após ser lançada em 1989.
Os pesquisadores começaram por identificar duas saliências ligeiramente circulares sobre a superfície de Europa, num local chamado "terrenos caóticos".
Após analisar detalhadamente estas estranhas formações à superfície e lhes aplicar um modelo de quatro etapas, que replica o comportamento de plataformas de gelo na Terra e o que sucede sob glaciares que cobrem áreas vulcânicas, os cientistas concluíram que elas só podem ser lagos de água líquida.
Sendo assim, isto só é possível porque o comportamento da superfície permite intercâmbios com as camadas inferiores. Os lagos comprovam que há "uma troca" entre a superfície gelada de Europa e os oceanos que ela cobre.
O "corpo de água em estado líquido" detetado tem o mesmo volume dos Grandes Lagos, localizados na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, que têm uma superfície de 244.000 quilómetros quadrados (km2). Encontra-se a cerca de três quilómetros de profundidade, abaixo da superfície congelada de Europa.
Europa, o verdadeiro planeta oceano
A suspeita de que Europa é essencialmente composto de água salgada data da missão Galileo.
A missão terminou em 2003. Mas, através dos dados recolhidos pela sonda, os cientistas inferiram a existência de um oceano salgado com 160 quilómetros de profundidade, cobrindo toda a lua.
Longe do Sol, a superfície do oceano de Europa seria gelo compacto com 10 a 30 quilómetros de profundidade. A discussão sobre se podia ou não existir vida nas restantes massas líquidas subterrâneas, entre uma total escuridão, alimentou muitas especulações, com a maioria dos cientistas a refutarem a hipótese de vida extra-terrestre.
Agora, novas análises aos dados de Galileo permitem supor que há uma troca entre a camada de gelo de Europa e os seus oceanos subterrâneos. E a hipótese de existência de vida volta a colocar-se, graças à transferência de energia - e eventualmente de nutrientes - entre a superfície e o presumido oceano abaixo.
Alguns críticos consideram todas estas conclusões apenas especulativas pois a descoberta destes lagos parte da inferência anterior que de que existem realmente oceanos subterrâneos. Mas mesmo esta hipótese está por comprovar.
Uma futura missão com sondas para perfurar o gelo poderá resolver a questão.
Os pesquisadores começaram por identificar duas saliências ligeiramente circulares sobre a superfície de Europa, num local chamado "terrenos caóticos".
Após analisar detalhadamente estas estranhas formações à superfície e lhes aplicar um modelo de quatro etapas, que replica o comportamento de plataformas de gelo na Terra e o que sucede sob glaciares que cobrem áreas vulcânicas, os cientistas concluíram que elas só podem ser lagos de água líquida.
Sendo assim, isto só é possível porque o comportamento da superfície permite intercâmbios com as camadas inferiores. Os lagos comprovam que há "uma troca" entre a superfície gelada de Europa e os oceanos que ela cobre.
O "corpo de água em estado líquido" detetado tem o mesmo volume dos Grandes Lagos, localizados na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, que têm uma superfície de 244.000 quilómetros quadrados (km2). Encontra-se a cerca de três quilómetros de profundidade, abaixo da superfície congelada de Europa.
Europa, o verdadeiro planeta oceano
A suspeita de que Europa é essencialmente composto de água salgada data da missão Galileo.
A missão terminou em 2003. Mas, através dos dados recolhidos pela sonda, os cientistas inferiram a existência de um oceano salgado com 160 quilómetros de profundidade, cobrindo toda a lua.
Longe do Sol, a superfície do oceano de Europa seria gelo compacto com 10 a 30 quilómetros de profundidade. A discussão sobre se podia ou não existir vida nas restantes massas líquidas subterrâneas, entre uma total escuridão, alimentou muitas especulações, com a maioria dos cientistas a refutarem a hipótese de vida extra-terrestre.
Agora, novas análises aos dados de Galileo permitem supor que há uma troca entre a camada de gelo de Europa e os seus oceanos subterrâneos. E a hipótese de existência de vida volta a colocar-se, graças à transferência de energia - e eventualmente de nutrientes - entre a superfície e o presumido oceano abaixo.
Alguns críticos consideram todas estas conclusões apenas especulativas pois a descoberta destes lagos parte da inferência anterior que de que existem realmente oceanos subterrâneos. Mas mesmo esta hipótese está por comprovar.
Uma futura missão com sondas para perfurar o gelo poderá resolver a questão.