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Lançamento da cápsula Orion faz renascer velha corrida espacial
É o regresso americano à corrida espacial iniciada por Kennedy na década de 60. A agência espacial norte americana (NASA) prevê lançar amanhã, quinta-feira, um dos maiores foguetões até agora construídos pela NASA, o Delta VI. Mas mais importante que o lançador é a carga que vai levar para fora da Terra.
De nome “Orion”, esta cápsula espacial é a mais recente nave espacial, da próxima geração da NASA. A “Orion” foi desenhada e construída para dar resposta ao fim dos “Shuttles” no transporte de astronautas e materiais para fora do planeta terra.
Desde então, a cápsula espacial tem sido testada para os futuros desafios do espaço, estando o primeiro teste operacional marcado para esta quinta-feira, por volta das 07H05, em Cabo Canaveral (12H05 de Lisboa).
Este teste consiste em levar a pequena cápsula, ainda sem tripulação, até aos 5.800 quilómetros de altitude (15 vezes mais distante do que o ponto onde se encontra a Estação Internacional - ISS) e realizar duas voltas em orbita da Terra.
Depois de cumpridas as ordens, regressará à Terra simulando o antigo regresso da Lua e testará um escudo térmico que vai suportar temperaturas de 4.000 graus Celsius, mergulhando depois no Oceano Pacífico, a sudoeste de San Diego, na Califórnia. Um teste espacial que deverá demorar, no total, cerca de cinco horas.
Na história do projecto ”Orion”, estão várias dificuldades de financiamento por parte do orçamento norte-americano para os projectos espaciais, de tal forma que em 2010 a cápsula “Orion” deveria ter levado astronautas americanos de volta à Lua, como parte do programa “Constellation” da NASA, mas acabou por ser cancelado pelo presidente Barack Obama.
Agora, o programa renasce após a renovação do design da cápsula, na qual investiu 4,7 mil milhões de dólares, e a redesenhou para enviar humanos a um asteróide ou a Marte nas próximas décadas.
Se a “Orion”cumprir a missão sem problemas, vai acalmar um pouco os nervos dos especialistas espaciais, depois dos dois últimos voos comerciais, que acabaram em desastre: o foguete Antares, da empresa Orbital Sciences, que explodiu quando viajava para a ISS, no final de outubro e no início de novembro. Dois pilotos morreram na explosão da nave da Virgin SpaceShipTwo.
Uma outra boa razão para que esta a missão chegue a bom porto, é o facto de a NASA poder voltar a poder pedir financiamento para pôr os seus próprios astronautas em órbita - visto que atualmente, os astronautas americanos dependem das naves russas Soyuz para ir e voltar da ISS.
O primeiro voo de testes do “Orion” com tripulantes a bordo está previsto para 2021. Depois disto, é um mistério qual será o destino exato da nave.
Desde então, a cápsula espacial tem sido testada para os futuros desafios do espaço, estando o primeiro teste operacional marcado para esta quinta-feira, por volta das 07H05, em Cabo Canaveral (12H05 de Lisboa).
Este teste consiste em levar a pequena cápsula, ainda sem tripulação, até aos 5.800 quilómetros de altitude (15 vezes mais distante do que o ponto onde se encontra a Estação Internacional - ISS) e realizar duas voltas em orbita da Terra.
Depois de cumpridas as ordens, regressará à Terra simulando o antigo regresso da Lua e testará um escudo térmico que vai suportar temperaturas de 4.000 graus Celsius, mergulhando depois no Oceano Pacífico, a sudoeste de San Diego, na Califórnia. Um teste espacial que deverá demorar, no total, cerca de cinco horas.
Na história do projecto ”Orion”, estão várias dificuldades de financiamento por parte do orçamento norte-americano para os projectos espaciais, de tal forma que em 2010 a cápsula “Orion” deveria ter levado astronautas americanos de volta à Lua, como parte do programa “Constellation” da NASA, mas acabou por ser cancelado pelo presidente Barack Obama.
Agora, o programa renasce após a renovação do design da cápsula, na qual investiu 4,7 mil milhões de dólares, e a redesenhou para enviar humanos a um asteróide ou a Marte nas próximas décadas.
Se a “Orion”cumprir a missão sem problemas, vai acalmar um pouco os nervos dos especialistas espaciais, depois dos dois últimos voos comerciais, que acabaram em desastre: o foguete Antares, da empresa Orbital Sciences, que explodiu quando viajava para a ISS, no final de outubro e no início de novembro. Dois pilotos morreram na explosão da nave da Virgin SpaceShipTwo.
Uma outra boa razão para que esta a missão chegue a bom porto, é o facto de a NASA poder voltar a poder pedir financiamento para pôr os seus próprios astronautas em órbita - visto que atualmente, os astronautas americanos dependem das naves russas Soyuz para ir e voltar da ISS.
O primeiro voo de testes do “Orion” com tripulantes a bordo está previsto para 2021. Depois disto, é um mistério qual será o destino exato da nave.