Lares no Reino Unido vão ter de declarar se querem acesso a pornografia online

Os proprietários e arrendatários de todas as casas no Reino Unido vão ter de declarar expressamente se querem ou não que as empresas que lhes fornecem Internet cortem automaticamente o acesso a sites pornográficos. A decisão do Governo britânico é uma das mais duras neste campo e deverá entrar em vigor no final do próximo ano.

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A decisão de David Cameron entrará em vigor no final do próximo ano Andrew Winning / Reuters

Para além desta medida, o Governo britânico vai ainda criar uma série de regras para apertar o controlo sobre a pornografia infantil: a posse de "pornografia extrema" vai ser ilegalizada; os serviços públicos vão criar uma lista negra de pesquisas, de forma a mais facilmente identificar possíveis pedófilos; e todas as forças policiais passarão a trabalhar sobre uma mesma base de dados de imagens ilegais de crianças.

Segundo o jornal The Guardian, a rede social Twitter vai também introduzir um sistema de etiquetagem ("tagging"), de forma a impedir que esse tipo de imagens sejam colocadas online pelos seus utilizadores. A ideia é introduzir ainda este ano um sistema de identificação automática desenvolvido pela Microsoft.

O Daily Mail, que desde há uns meses tem liderado uma campanha contra a pornografia na Web, defende em artigo de opinião a decisão de David Cameron, depois de uma série de crimes contra crianças no Reino Unido terem sido praticados por indivíduos que possuíam vasto material pornográfico nos seus computadores: "Aplaudimos o anúncio de Cameron, segundo o qual os fornecedores de acesso à Internet serão obrigados a bloquear o acesso a sites pornográficos em todos os computadores, a não ser que um adulto peça para esse bloqueio ser retirado", escreve o jornal. "Esta decisão não impedirá todas as crianças de verem pornografia, mas pelo menos dará aos pais algum controlo."
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