Os corpos foram espalhados pelo país, para esconder o genocídio. Mais de mil estão ainda desaparecidos, diz a ONU.
Ainda hoje, corpos encontrados em valas comuns são estudados para se descobrir quem eram. É o trabalho da antropologista forense Dragana Vucetic, da Comissão Internacional de Pessoas Desaparecidas.
Depois de identificados, os corpos de vítimas de Srebenica são de novo enterrados num imenso cemitério em Potocari, perto do local do massacre, na Bósnia e Herzgovina.
Todos os anos são ali enterrados dezenas de corpos, às vezes mais de 100.
Em 2016, a agência Reuters assinalou o Massacre de Srebenica com a publicação de imagens captadas em 360º.
O cemitério, visitado em julho todos os anos pelos muçulmanos bósnios e que se tornou um memorial do sofrimento coletivo; o trabalho de quem cava as sepulturas.
Um centro cultural abandonado, onde muitas das vítimas foram executadas e cujas paredes ainda ostentam marcas de balas.
Uma fábrica de pilhas abandonada, onde pelo menos seis mil pessoas foram mantidas em cativeiro e onde terão sido executadas dezenas de vítimas.
A análise forense de Dragana Vucetic.
Para ver de todos os ângulos.
In Memoriam.