Leonid Kutchma favorável a uma repetição das eleições na Ucrania

O presidente cessante da Ucrânia, Leonid Kutchma, disse ser a favor de uma repetição das contestadas eleições presidenciais de 21 de Novembro para resolver a crise política no país, noticiou a agência russa Interfax.

Agência LUSA /
As manifestações prosseguem em Kiev Epa

"Se queremos verdadeiramente preservar a paz e a concórdia e construir uma sociedade de direito democrático, de que tanto falamos enquanto ao mesmo tempo vamos fazendo tudo fora do quadro legal, então vamos fazer novas eleições", declarou Kutchma à imprensa.

As declarações do presidente cessante sucedem-se às do primeiro-ministro e vencedor oficial das eleições, Viktor Ianukovitch, que anunciou apoiar uma repetição da segunda volta desde que haja provas de que foram cometidas fraudes na votação de 21 de Novembro.

Se for tomada a decisão de repetir a votação e "se houver provas de fraude, concordarei com essa decisão", disse Ianukovitch à imprensa após um encontro com o presidente cessante, Leonid Kutchma, e com representantes das regiões russófonas do leste e sul do país.

Noutra ocasião, Ianukovitch rejeitou as exigências da oposição, afirmando que não se vai demitir voluntariamente do cargo de primeiro-ministro.

"Quero que uma decisão desse tipo seja analisada oficialmente, que os seus motivos sejam explicados (Ó) Verei que decisão toma o presidente (Leonid Kutchma) e a minha decisão será tomada no final desse processo", declarou Ianukovitch, citado pela agência Interfax.

Num comício domingo à noite, a oposição ucraniana deu um prazo de "24 horas" a Leonid Kutchma para demitir Viktor Ianukovitch e os governadores "separatistas" do leste e sul do país que ameaçaram fazer referendos autonómicos se o líder da oposição for proclamado presidente.

O candidato da oposição, Viktor Iuchtchenko, contestou os resultados da segunda volta das eleições, que deram a vitória a Ianukovitch, candidato do poder, com 49,46 por cento dos votos, contra os 46,61 por cento obtidos pelo candidato da oposição.

Iuchtchenko recorreu para o Supremo Tribunal, que suspendeu a publicação dos resultados oficiais e está neste momento a analisar o recurso.

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