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Líder da oposição espanhola pede regresso de Juan Carlos, Casa Real considera que depende do próprio
O líder do Partido Popular espanhol, Alberto Nuñez Feijóo, considera "desejável" o regresso do rei emérito Juan Carlos ao país, após a divulgação dos documentos relacionados com a tentativa de golpe de estado de 1981. No entanto, fontes próximas da Casa Real espanhola consideram que tal depende do próprio ex-monarca.
Através da rede social X, Feijóo considera que a desclassificação dos documentos “deve reconciliar os espanhóis com aqueles que impediram o golpe”, acreditando que seria “desejável que o rei emérito regressasse a Espanha”.
O líder da oposição acrescenta que Juan Carlos já reconheceu “erros inegáveis” durante o seu reinado, mas que se trata de alguém que “ajudou a sustentar a nossa democracia e as nossas liberdades num momento crucial deveria passar a última etapa da sua vida com dignidade no seu próprio país”.
No entanto, ao jornal El País, fontes próximas da Casa Real espanhola afirmam que o regresso do ex-monarca depende “exclusivamente” do próprio Juan Carlos, com o ministro da Presidência, Felix Bolaños esclarecer que tal não compete “em nenhum caso” ao Governo, “muito menos ao líder da oposição”.
Juan Carlos foi rei de Espanha entre 1975 e 2014, tendo abdicado a favor do seu filho, Filipe VI. Em 2020, foi viver para os Emirados Árabes Unidos, após vários escândalos de corrupção terem abalado a sua reputação.
La desclasificación de los documentos del 23F debe reconciliar a los españoles con quien paró el golpe de Estado. Creo que sería deseable que el Rey Emérito regresara a España.
— Alberto Núñez Feijóo (@NunezFeijoo) February 26, 2026
Él mismo ha reconocido errores innegables en su trayectoria, pero quien contribuyó a sostener nuestra…
O líder da oposição acrescenta que Juan Carlos já reconheceu “erros inegáveis” durante o seu reinado, mas que se trata de alguém que “ajudou a sustentar a nossa democracia e as nossas liberdades num momento crucial deveria passar a última etapa da sua vida com dignidade no seu próprio país”.
No entanto, ao jornal El País, fontes próximas da Casa Real espanhola afirmam que o regresso do ex-monarca depende “exclusivamente” do próprio Juan Carlos, com o ministro da Presidência, Felix Bolaños esclarecer que tal não compete “em nenhum caso” ao Governo, “muito menos ao líder da oposição”.
Juan Carlos foi rei de Espanha entre 1975 e 2014, tendo abdicado a favor do seu filho, Filipe VI. Em 2020, foi viver para os Emirados Árabes Unidos, após vários escândalos de corrupção terem abalado a sua reputação.