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Líder de movimento estudantil indiano libertado após detenção policial

Líder de movimento estudantil indiano libertado após detenção policial

O movimento estudantil indiano de protesto "Partido das Baratas" afirmou que o seu porta-voz e dirigente, Deepak Baliyan, foi libertado após ter sido mantido sob custódia pela Polícia do estado do Rajastão (noroeste).

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Rede Social Facebook

"Deepak Baliyan foi libertado ao final da noite [de quinta-feira]", anunciou hoje nas redes sociais o coorganizador do movimento, Ashutosh Ranka, que garantiu que "a Polícia do Rajastão o levou numa viagem de 100 quilómetros, mas acabou por deixá-lo novamente em casa".

Ranka sublinhou que "há limites que não devem ser ultrapassados" e considerou positivo que a polícia regional "tenha acabado por se aperceber disso".

Até ao momento, Deepak Baliyan não comentou os acontecimentos. No entanto, na rede social X foi publicada uma mensagem assinada pela sua equipa, na qual se afirma que "o telemóvel de Deepak Baliyan foi destruído pela Polícia de Kathumar", cidade do estado do Rajastão.

"Foi também relatado que lhe foi prometido um encontro com a mãe, alegando o delicado estado de saúde desta, e que durante esse período foram recolhidas as suas assinaturas", acrescenta a publicação.

Na quinta-feira, o movimento denunciou a detenção de Baliyan na sua própria residência, alegando que o porta-voz teria sido "arrastado, agredido e detido pela Polícia do Rajastão, sendo depois transferido para um local desconhecido".

"Esta é a face absolutamente ditatorial deste Governo", declarou o movimento, divulgando igualmente um vídeo que aparenta mostrar a detenção de Baliyan pelas forças de segurança indianas.

A notícia surgiu num contexto de protestos realizados nos últimos dias contra o presidente da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar, acusado de tentar manipular os cadernos eleitorais para favorecer o partido do primeiro-ministro, Narendra Modi.

As manifestações, que exigem a demissão de Kumar, foram impulsionadas pelo "Partido das Baratas", liderado por assembleias de estudantes, que ganhou uma enorme influência social ao longo do ano, ao ponto de ter forçado, durante o verão, a demissão do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, na sequência de um escândalo relacionado com fugas de informação em exames.

Ainda assim, o coorganizador do movimento dirigiu uma mensagem aos agentes policiais de todos os estados indianos numa publicação divulgada pouco depois.

Reconhecendo que "aquilo que lhes está a ser ordenado neste momento resulta de instruções superiores", questionou-os sobre "como podem levantar a mão contra os seus próprios filhos" e "como podem arrastá-los durante a noite, comportando-se como valentões".

"Mesmo durante o [período colonial] britânico, houve polícias que dispararam contra os seus próprios compatriotas, alegando que estavam apenas a cumprir o seu dever. Mas recordem-se: atualmente a nação considera esses agentes como traidores", afirmou.

Ranka sublinhou ainda que o movimento segue "os ensinamentos" de Mahatma Gandhi, líder do movimento de independência indiano, e de Babasaheb Ambedkar, principal arquiteto da Constituição da Índia, mantendo-se fiel ao "caminho da não violência e da Constituição".

"Não levantaremos a mão contra ninguém nem recorreremos à violência. Mas também devem compreender que, aconteça o que acontecer, amanhã estaremos em Jantar Mantar", advertiu, referindo-se ao evento programado pelo movimento nos históricos observatórios astronómicos de Jaipur, no estado do Rajastão.

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