Mundo
Líder do Conselho militar vai falar à nação
O marechal Tantaoui, líder do Supremo Conselho das Forças Armadas, que governa o Egito desde Fevereiro, prepara-se para falar à nação. É a primeira vez, desde o início dos confrontos, sábado. A televisão estatal diz que está reunido um gabinete de crise e uma fonte militar revelou que o Conselho está a debater a possibilidade de convidar Mohamed ElBaradei, para o lugar de primeiro-ministro. O gabinete de crise inclui as autoridades militares e os líderes dos principais partidos políticos, e estuda formas de por fim aos protestos que entraram no quarto dia.
Dezenas de milhar de pessoas estão a concentrar-se na Praça Tahrir e ruas adjacentes e já se registaram novos confrontos com as forças de segurança, sobretudo nas artérias que levam ao ministério do Interior.
Polícia anti-motim e soldados ergueram barricadas e colocaram arame farpado nos acessos ao edifício, enfrentando com gás lacrimogénio milhares de pessoas que respondem com pedras e bombas incendiárias.
Os manifestantes gritam palavras de ordem contra o líder do Supremo Conselho, o marechal de campo Hussein Tantaoui, equiparando-o ao ex-Presidente Hosni Mubarak. Querem igualmente a demissão de todo o Supremo Conselho das Forças Armadas e a sua substituição por um governo civil interino.
Além do Cairo há manifestações também em Alexandria e Assuão. Já a Irmandade Muçulmana, que participa das reuniões com as chefias militares, demarcou-se das manifestações de hoje.
Crise política
O governo do Primeiro Ministro Essam Sharaf, escolhido pelo Conselho, apresentou a demissão segunda feira à noite mas não há certeza se ela foi aceite. Segundo observadores, a questão é de somenos importância, frente ao caos que se instalou no Egito desde o fim de semana.
Uma fonte militar revelou entretanto que os generais estão a considerar a hipótese de oferecer a liderança do governo a Mohamed ElBaradei, o ex-diretor da AIEA (Agência Internacional para a Energia Nuclear). Abdelmoneim Aboul Fotouh, antigo membro da Irmandade Muçulmana é outro dos nomes em discussão para substituir Essam Charaf, o primeir-ministro demissionário.
Oficialmente estão contados 29 mortos e centenas de feridos, nos protestos em todo o país. Fontes da morgue do Cairo falam de 33 vítimas mortais, só na capital.
O início das primeiras eleições legislativas da era pós-Mubarak está marcado para 28 de novembro, devendo durar três meses. Mas os recentes protestos colocam em dúvida que se venham a realizar.
A bolsa do Cairo encerrou ao início da tarde as suas operações após registar quedas de 4,8% do seu índice de referência EGX-30.
Polícia anti-motim e soldados ergueram barricadas e colocaram arame farpado nos acessos ao edifício, enfrentando com gás lacrimogénio milhares de pessoas que respondem com pedras e bombas incendiárias.
Os manifestantes gritam palavras de ordem contra o líder do Supremo Conselho, o marechal de campo Hussein Tantaoui, equiparando-o ao ex-Presidente Hosni Mubarak. Querem igualmente a demissão de todo o Supremo Conselho das Forças Armadas e a sua substituição por um governo civil interino.
Além do Cairo há manifestações também em Alexandria e Assuão. Já a Irmandade Muçulmana, que participa das reuniões com as chefias militares, demarcou-se das manifestações de hoje.
Crise política
O governo do Primeiro Ministro Essam Sharaf, escolhido pelo Conselho, apresentou a demissão segunda feira à noite mas não há certeza se ela foi aceite. Segundo observadores, a questão é de somenos importância, frente ao caos que se instalou no Egito desde o fim de semana.
Uma fonte militar revelou entretanto que os generais estão a considerar a hipótese de oferecer a liderança do governo a Mohamed ElBaradei, o ex-diretor da AIEA (Agência Internacional para a Energia Nuclear). Abdelmoneim Aboul Fotouh, antigo membro da Irmandade Muçulmana é outro dos nomes em discussão para substituir Essam Charaf, o primeir-ministro demissionário.
Oficialmente estão contados 29 mortos e centenas de feridos, nos protestos em todo o país. Fontes da morgue do Cairo falam de 33 vítimas mortais, só na capital.
O início das primeiras eleições legislativas da era pós-Mubarak está marcado para 28 de novembro, devendo durar três meses. Mas os recentes protestos colocam em dúvida que se venham a realizar.
A bolsa do Cairo encerrou ao início da tarde as suas operações após registar quedas de 4,8% do seu índice de referência EGX-30.