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Impasse político na Suécia. Líder dos sociais-democratas diz ter falhado formação de Governo
A líder dos sociais-democratas suecos, Magdalena Andersson, anunciou esta segunda-feira que as tentativas de formar um novo Governo foram frustradas. O partido venceu as eleições gerais de 13 de setembro.
"Tendo em conta as conversações que mantive, concluo que, no atual estado de coisas, não me é possível formar um Governo", declarou Magdalena Andersson numa conferência de imprensa.
Agora, a aliança entre a direita e a extrema-direita, que perdeu a eleição por 50 mil votos, aguarda uma oportunidade. Este bloco é liderado por Ulf Kristersson, que exerce interinamente a chefia do Governo.
Caso o primeiro-ministro cessante também falhe, Magdalena Andersson poderá ser novamente chamada a tentar formar Governo.
A líder social-democrata de 59 anos já exerceu brevemente o cargo de primeira-ministra entre 2021 e 2022, não conseguiu fazer coexistir, numa coligação, os centristas e a esquerda radical, duas formações com posições muito distantes.
Perante este cenário, o presidente do Parlamento sueco, Andreas Norlen, já indicou aos jornalistas que se vai reunir individualmente com cada líder partidário na próxima quarta-feira e irá depois confiar a missão de formar um executivo a outro líder partidário.
Uma opção possível será a do conservador Ulf Kristerson, que lidera o segundo partido mais votado. No entanto, também esta opção não tem quaisquer garantias de êxito.
A 13 de setembro, a oposição de centro-esquerda liderda por Magdalena Andersson alcançou 176 lugares no Riksdag, o Parlamento sueco. Superou por pouco os 173 deputados do centro-direita. O resultado foi impulsionado pela queda no apoio ao Partido Democrata Sueco, anti-imigração.
Agora, a aliança entre a direita e a extrema-direita, que perdeu a eleição por 50 mil votos, aguarda uma oportunidade. Este bloco é liderado por Ulf Kristersson, que exerce interinamente a chefia do Governo.
Caso o primeiro-ministro cessante também falhe, Magdalena Andersson poderá ser novamente chamada a tentar formar Governo.
A líder social-democrata de 59 anos já exerceu brevemente o cargo de primeira-ministra entre 2021 e 2022, não conseguiu fazer coexistir, numa coligação, os centristas e a esquerda radical, duas formações com posições muito distantes.
O país nórdico está habituado a este tipo de reviravoltas: após as eleições legislativas de 2022, foram necessários 37 dias para formar Governo; em 2018, o processo demorou 134 dias.
c/ Lusa